Artigos

30 anos de trabalho e êxitos

Por Aloysio Nunes Ferreira Ao comemorar 30 anos, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) consolidou-se como alavanca para o desenvolvimento e importante instrumento de política externa, melhorando a vida das pessoas nos países parceiros e contribuindo para promover a imagem do Brasil no exterior. Primeira agência de cooperação internacional de um país em desenvolvimento, e hoje referência mundial, a ABC foi criada para gerir programas de cooperação técnica e evoluiu como coordenadora da cooperação técnica prestada por nosso.

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Os genéricos continuam fazendo bem

Por José Serra Nas últimas décadas, o avanço tecnológico dos fármacos trouxe enormes benefícios em escala mundial. A expectativa e a qualidade de vida aumentaram – em todas as classes. Melhores remédios não só prolongam a vida, mas a tornam melhor. Esse avanço tendeu a elevar os custos da medicina, especialmente das tecnologias mais recentes. Isso vale para os medicamentos e demais áreas que envolvem o cuidado da saúde. E é uma tendência internacional.

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A responsabilidade de todos nós

Por José Aníbal A gravidade do atual momento político brasileiro é inegável, tanto quanto o tamanho dos desafios econômicos e sociais a serem enfrentados e resolvidos. Não há solução fácil ou simplista que dê conta de um novo arranjo de forças representativas capazes de promover as ações necessárias para a retomada do crescimento e do emprego, assim como da moralidade nas relações público-privadas. Urgência existe, mas açodamento inevitavelmente nos levaria a um cenário de mais incertezas e menos alternativas. Na história, não faltam exemplos do quanto voluntarismos ou soluções miraculosas trazem graves e duradouras consequências negativas.

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A melhor chance

Por Aécio Neves A política nunca esteve tão dissociada da vida dos brasileiros. O país só vai mudar, avançar, superar suas dificuldades, quando a atividade política conquistar o reconhecimento da sua legitimidade. E, para isso, precisamos de mudanças concretas e rápidas. Hoje as decisões tomadas pelos governantes estão distantes dos anseios dos governados. Os eleitores não se sentem representados nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, no Congresso, no Executivo. É assim no Brasil, tem sido assim também em muitos lugares do mundo.

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O que fizemos e o que temos por fazer

Por José Aníbal A ação política virtuosa e eficiente se dá na construção de uma agenda e de sua efetivação. É o que o Brasil reconquistou há um ano, quando chegou ao fim, antes que pusesse fim ao próprio país, a gestão de Dilma Rousseff, marcada tanto pela criminalização da política e do debate quanto pela inoperância, incompetência e corrupção. Com o afastamento da então presidente em 12 de maio de 2016 – posteriormente cassada por crime de responsabilidade em julgamento amparado pela Constituição – e a posse de Michel Temer, o governo voltou a ser governo, e o Brasil voltou a contar com uma agenda efetiva para retomada do crescimento econômico e da responsabilidade fiscal, fundamentos para a recuperação e geração de emprego e da renda perdida durante a recessão.

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O crime da calúnia

Por Aécio Neves Nos últimos dias, minha vida foi virada pelo avesso. Tornei-me alvo de um turbilhão de acusações, fui afastado do cargo para o qual fui eleito por mais de 7 milhões de mineiros e vi minha irmã ser detida pela polícia sem absolutamente nada que justificasse tamanha arbitrariedade. Tenho sentimentos, sou de carne e osso, e esses acontecimentos -o que é pior, originados de delações de criminosos confessos, a partir de falsos flagrantes meticulosamente forjados- me trouxeram enorme tristeza. Também, por certo, alimentaram decepção naqueles que confiaram em mim ao longo de minha vida pública. É principalmente a estes que ora me dirijo.

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O sonho de uma geração

Por Marcus Pestana Certa vez, John Lennon sentenciou: “The dream is over”. Mas a esperança é a matéria-prima que move a vida. Talvez seja melhor ficar com Victor Hugo, para quem “não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”. Sou parte de uma geração que sonhou com um outro Brasil, na segunda metade dos anos 70. Diante da liberdade escassa e da injustiça máxima, encaramos o futuro com coragem, ousadia e desprendimento. Queríamos achar o fio da meada que nos unia às tradições de 1968.

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Primeiro ano

Por Aécio Neves Completamos um ano de um novo governo no país. É impossível não reconhecer os desafios vencidos nesse período. Reformas importantes foram apresentadas pelo governo e estão sendo debatidas no Congresso e pela sociedade. É o caso da reforma política, que avança no Parlamento e visa garantir mais legitimidade e transparência à nossa representação parlamentar. A constatação da necessidade de reformas em diversas áreas da vida brasileira não significa, no entanto, a defesa irrestrita de todos os aspectos das propostas colocadas pelo Executivo.

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Recomeço

Por Samuel Pessôa Dizem que Tom Jobim afirmava que o Brasil não é para principiantes. Adiciono que, além de experiência, o Brasil demanda paciência. O governo Temer dava mostras de grande capacidade de aprovar no Congresso Nacional as reformas absolutamente necessárias e impopulares para pavimentar o caminho da retomada do crescimento em bases sustentáveis. Tanto a reforma trabalhista quanto a reforma da Previdência avançavam no Congresso. A economia, com enorme dificuldade, melhorava.

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Uma história de dois Planos Marshall

Por Samuel Pessôa Entre 1948 e 1951, os EUA despenderam pouco mais de US$ 13 bilhões para ajudar na reconstrução de 16 países europeus, com população, à época, de 290 milhões. O gasto do programa de recuperação da Europa, também conhecido por Plano Marshall, corresponderia a preços de hoje a cerca de US$ 100 bilhões, ou R$ 315 bilhões ao câmbio de R$ 3,15 por dólar. Por aqui, entre 2008 e 2014, o Tesouro emprestou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a taxas muito reduzidas e em condições extremamente favoráveis, R$ 400 bilhões.

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A modernização da legislação trabalhista brasileira

Por Marcus Pestana Na última semana, historiei a evolução das relações trabalhistas e dos direitos dos trabalhadores na trajetória da economia capitalista. O marco legal que rege o funcionamento do mercado de trabalho data de 1943, quando Getúlio Vargas, por meio do Decreto-Lei 5.452, em pleno Estado Novo, criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ao longo das últimas sete décadas, mudanças profundas ocorreram nas formas de organização da produção, no uso de novas tecnologias e na configuração do mundo do trabalho.

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