Artigos

As decisões do PSDB e o horizonte do país

Por Marcus Pestana Partido político é uma organização da sociedade com características singulares e únicas. Não é clube de futebol, escola de samba ou associação filatélica. É uma ferramenta vocacionada para a organização política de pessoas que têm propósitos comuns e visões de mundo semelhantes. Tem como objetivo final a conquista do poder para a execução de seu programa de governo baseado nos valores que o orientam e na visão estratégica que defende.

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O PSDB e a atual crise

Por Marcus Pestana Hoje, às 17h, em sua sede nacional em Brasília, o PSDB tem um novo encontro com a história do Brasil. Governadores, ministros, senadores, deputados federais, presidentes de diretórios estaduais, prefeitos de capitais se reúnem em torno da executiva nacional para deliberar sobre a permanência ou não no governo de Michel Temer. Já vivemos momentos delicados como esse desde a fundação do partido, em 1988. Os impeachments de Collor e Dilma, a sustentação do governo Itamar Franco, a luta pelo Plano Real.

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Por uma Venezuela novamente democrática

Por  Aloysio Nunes Ferreira Participei, no dia 31, da 29.ª Reunião dos Ministros das Relações Exteriores da Organização dos Estados Americanos (OEA), convocada para tratar da crise política e humanitária na Venezuela. O que motivou a Reunião de Chanceleres foi a constatação de que o estado democrático de direito deixou de vigorar na Venezuela. O que vemos diariamente naquele país é a arbitrariedade de um governo que cerceia as liberdades fundamentais de seus cidadãos, destrói a independência do Judiciário, ignora a voz do Legislativo, sufoca a oposição e se nega a organizar eleições.

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Ativismo

Por Samuel Pessôa Por muito tempo acreditei que a política contracíclica fiscal e parafiscal praticada entre 2009 e 2010 no Brasil tinha sido bem-sucedida. Houve excessos, mas o resultado em geral teria sido positivo. Hoje penso diferente. Acho que, se não tivéssemos feito nenhuma política contracíclica fiscal e parafiscal, teria sido melhor. E o motivo é que a ausência desse tipo de política contracíclica teria produzido forte queda da inflação, o que permitiria um ciclo sustentável de queda da taxa de juros -forma mais eficiente de política contracíclica em economias com juros reais e inflação elevados.

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Sangue-frio

Por Samuel Pessôa O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV) tem revisto o cenário de crescimento para pior, apesar de não ter havido grandes revisões para o crescimento em 2017 em comparação a 2016. Há um ano prevíamos crescimento de 0,5% em 2017, com aceleração contínua ao longo do ano. A economia fecharia o ano crescendo 0,8% no último trimestre, ou 3,2% considerando a taxa anualizada. Hoje, prevemos crescimento de 0,2% em 2017, com expansão de 1% no primeiro trimestre (já conhecida e fruto de um choque positivo de oferta de produção agrícola), seguida pela estagnação da economia –respectivamente, crescimento de -0,4%, 0,1% e 0% nos segundo, terceiro e quarto trimestres.

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Uma semana decisiva

Por Marcus Pestana O Tribunal Superior Eleitoral retoma amanhã o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, fruto de uma ação impetrada pelo PSDB, no início de 2015. A motivação foi o visível abuso do poder político e econômico e a transgressão às leis eleitorais nas eleições de 2014. Tudo pode acontecer na órbita do TSE. A primeira hipótese é que haja pedido de vista. Outras duas possibilidades são a condenação ou a absolvição da chapa. Uma última hipótese seria a segmentação da chapa, com a condenação da titular e a absolvição do candidato a vice, Michel Temer.

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O inadiável ajuste nas contas

Por Beto Richa A persistência da maior crise econômica, ética e social da história do Brasil produziu um inesperado consenso entre economistas e gestores públicos: é inadiável um ajuste fiscal em todos os níveis de poder. Não faltam críticas procedentes de que deveríamos ter nos antecipado nessa tarefa, aproveitando os tempos de bonança, como na fábula da cigarra e da formiga. É preciso prover e ser previdente no tempo bom, para depois poder enfrentar o inverno. Com o perdão da ousadia, acho que fizemos um pouco disso no Paraná. Em dezembro de 2014, com os sinais de deterioração no horizonte, iniciamos um forte ajuste.

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Crise nova e velhas doenças

Por José Serra Pesquisa recente do Instituto Inteligência, citada por Juliano Basile no Valor Econômico, mostrou que mais de um terço dos brasileiros consideram a reforma política a mais urgente de todas as reformas ora em discussão no País. Entre lideranças sociais e econômicas a proporção dos que dão prioridade à reforma política é provavelmente maior ainda. A satisfação dos brasileiros com a política e os políticos, que nunca foi alta, desceu a níveis abissais com as revelações da Operação Lava Jato e outras investigações em curso.

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As responsabilidades históricas

Por Fernando Henrique Cardoso Há quem pense que a política é como as nuvens, move-se depressa e refaz incessantemente suas configurações. Talvez. Contudo nas democracias, a despeito de o jogo político ser variável, existem regras na Constituição que só se mudam seguindo os preceitos nela definidos. Quanto mais haja agitação e incertezas, menos se devem buscar atalhos e mais seguir a Constituição. Escrevo este artigo antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir sobre a nulidade da eleição da chapa Dilma-Temer. Qualquer que seja o resultado, provavelmente haverá recursos.

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Ainda sobre virtudes e adversidades

Por José Aníbal Há um legítimo anseio da população brasileira por um país mais próspero, um estado mais funcional, uma política de moral renovada, uma sociedade mais justa e menos desigual. A construção desse caminho é a missão dos que abraçam a causa pública. Uma missão árdua, repleta de obstáculos e intempéries que nem sempre estão claras, mas podem interromper o curso do que se almeja. Perseguir um ideal não se resume a dar passos à frente nem sair em disparada sem saber aonde se quer chegar. A gravidade da crise moral na política é tão inegável quanto a urgência em se retomar o crescimento econômico e o emprego.

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Sobre virtudes e adversidades

Por José Aníbal Um dos princípios elementares da política – na verdade, da vida como um todo – é que as virtudes se sobressaem diante das adversidades. Quanto maior os obstáculos, mais a inteligência, a perspectiva e a consequência das escolhas se fazem necessárias. Responsabilidade e racionalidade diante de uma crise complexa como a que o Brasil vive são as qualidades exigidas, mais do que o açodamento, e não significam tibieza ou conivência com o que está errado. Trata-se de decisão difícil e nem sempre bem compreendida, mas é seguramente uma posição clara, consistente e coerente.

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Um debate sobre Previdência

Por Samuel Pessôa Meu interlocutor argumentou que os benefícios previdenciários no Brasil são baixos. Que é muito difícil viver com dois salários mínimos. Respondi que a renda per capita do país é baixa e por isso o benefício médio da aposentadoria é baixo. No entanto, nosso salário mínimo já corresponde a 70% do salário mediano do país. Meu interlocutor respondeu-me que o Brasil não era um país pobre; era a décima economia do mundo. Respondi que, para esse tema, é errado olhar o tamanho absoluto da economia –somos a décima economia porque nossa população é grande.

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