Cartas do ITV

Chamas de intolerância

É em tudo reprovável o que manifestantes antigoverno fizeram ontem em Brasília. Não se faz oposição com base em violência e depredação. A balbúrdia serve apenas para desnudar o real objetivo desses movimentos: tentar brecar qualquer coisa que não esteja de acordo com seu corolário político e ideológico. Eles não comungam da democracia. Desde o berço, o protesto era reprovável. Foi convocado por sindicatos e centrais para criticar (para usar um verbo brando) as reformas estruturais em discussão no Congresso, em especial a trabalhista e a previdenciária.

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Balanço positivo

Só a irracionalidade e o sectarismo que contaminam as discussões no Brasil nos dias atuais impede a constatação de que o balanço de um ano de governo do presidente Michel Temer é positivo. Até maio do ano passado, o país marchava aceleradamente para o abismo, que agora só se avista se retrocedermos em 2018 às mãos dos mesmos que nos levaram à destruição. É claro que leva tempo, muito tempo, para que tantos e tamanhos estragos legados pelo antigo regime se revertam. Esperar que um governo transitório, que recebeu um país nas condições em que Temer recebeu e que enfrenta a oposição raivosa do PT e seus satélites, conseguisse mais do que a atual gestão conseguiu é ilusão sem tamanho.

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O silêncio dos nada inocentes

O turbilhão que há uma semana atinge o governo do presidente Michel Temer foi um bálsamo para os petistas. De uma hora para outra, eles saíram do foco do noticiário, que até então ocupavam com destaque, e agora estão mais quietos do que nunca. No entanto, mesmo nas novas suspeitas o PT continua sendo, disparado, o principal protagonista. Para começar, a JBS só existe tal como a conhecemos hoje por conta dos governos petistas. Seu faturamento passou de R$ 4 bilhões em 2006 para R$ 170 bilhões em 2016, ou seja, ao longo das gestões de Lula e Dilma.

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Pela Governabilidade

O país vive momento gravíssimo de sua história. Nestas horas, o que a nação exige é serenidade, equilíbrio, compromisso absoluto com o interesse coletivo. Mais que nunca, os brasileiros clamam por lideranças imbuídas de um único objetivo: o bem comum, a busca do bem-estar da população, a reconstrução de uma nação em frangalhos. O Brasil já passou por crises de dimensões até maiores. Quando prevaleceu o conflito, a democracia pagou caro. Quando os interesses particulares foram deixados de lado e o interesse maior da nação sobressaiu, o Brasil seguiu adiante, e mais forte. É o que precisa ser feito agora.

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O “Chefe” e a Organização Criminosa

As eleições presidenciais de 2014 foram as mais disputadas da história brasileira. Logo após ser derrotado em segundo turno, por uma apertada diferença de pouco mais de 3 milhões de votos, o senador Aécio Neves (PSDB) afirmou que não havia perdido para um partido ou para uma candidata, mas sim para uma “organização criminosa”. Tudo o que o país conheceu desde então confirma que tanto aquela quanto as demais vitórias petistas foram uma fraude.

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Por que parou?

Teorias conspiratórias não ajudam a entender realidades tão complexas quanto as que o Brasil tem vivido. Mas ao menos um golpe é inconteste nas gravações e na delação feita por Joesley Batista: contra a economia brasileira. De alguma maneira, ou de maneira talvez central, o réu confesso tornou-se parte de uma sabotagem à recuperação do país. Faz apenas uma semana, os brasileiros - ou uma parte deles, já que alguns milhões só verão algum alento de fato depois de conseguir um emprego - pareciam começar a alimentar expectativas mais otimistas com o país e a nossa economia.

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A Petrobras Apruma

A Petrobras sintetiza a mudança de ares por que passa o país. Símbolo do maior escândalo de corrupção da história brasileira, convertida em caixa para financiar o projeto de poder petista, a estatal volta a respirar e a ter papel relevante na economia nacional, agora sob direção responsável e comprometida com resultados. No primeiro trimestre deste ano, a companhia voltou ao azul. O lucro foi de R$ 4,4 bilhões, o melhor desempenho em dois anos, conforme divulgado na semana passada. Os bons resultados se refletem na valorização da empresa: em um ano, o valor de mercado da Petrobras aumentou 43%.

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Sobrou pra quem não pode se defender

Um simples procedimento da Justiça, por mais graves que sejam as acusações ou por mais notório que seja o réu envolvido, não é motivo para ser transformado em palanque político nem em ato de campanha. Foi, no entanto, o que fizeram os petistas nesta quarta-feira, em função do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sergio Moro, em Curitiba. Que fique claro que a transformação do interrogatório de Lula em circo não foi culpa do juiz, que, aliás, pediu para ninguém se mobilizar ou comparecer a um "ato normal do processo" que apura o recebimento de quase R$ 4 milhões em propina paga pela OAS ao ex-presidente em troca de favores nos governos do PT.

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O Trator da Retomada

Dentro de mais duas semanas, o país saberá oficialmente se o PIB parou de cair, depois de quase três anos afundando. Os primeiros sinais são positivos e sugerem que a pior recessão da história finalmente pode ter acabado. O trator da retomada está no Brasil profundo do interior. Ontem o Banco Central divulgou seu índice de atividade relativo ao primeiro trimestre, que funciona como prévia aproximada do PIB calculado pelo IBGE, a ser conhecido em 1° de junho. A economia cresceu 1,12%, após oito trimestres consecutivos de baixa - pela série do IBGE, a queda atual é mais duradoura, de 11 trimestres.

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No Alvo, Enfim

Depois de sete anos, durante os quais em alguns momentos ameaçou sair de controle, a inflação brasileira voltou para a jaula. Não é pouca coisa, porque apenas 12 meses atrás, ainda sob a gestão do PT, o índice oficial flertava com o caos. Mudamos da água para o vinho, da leniência para a responsabilidade. O IPCA caiu em abril para 0,14%, segundo divulgado nesta manhã pelo IBGE. Nestes quatro meses, a taxa de agora equivale a apenas um terço da do mesmo período de 2016. No acumulado em 12 meses, parâmetro que baliza a política monetária, a inflação brasileira desceu a 4,08%, ou seja, abaixo da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional para o ano.

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