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Adiamento da votação de crédito de R$ 700 milhões para Fies prejudica milhares de estudantes

Tucanos lamentaram o encerramento da sessão do Congresso na madrugada desta quinta-feira (6) sem a votação do crédito suplementar para o Fies, fundo de financiamento de curso superior. Os parlamentares não concluíram a análise dos vetos presidenciais, impedindo a análise dos créditos. Para deputados do PSDB, os maiores prejudicados com o embate político são os estudantes, que aguardavam a liberação dos recursos.

8 de outubro de 2016

Tucanos lamentaram o encerramento da sessão do Congresso na madrugada desta quinta-feira (6) sem a votação do crédito suplementar para o Fies, fundo de financiamento de curso superior. Os parlamentares não concluíram a análise dos vetos presidenciais, impedindo a análise dos créditos. Para deputados do PSDB, os maiores prejudicados com o embate político são os estudantes, que aguardavam a liberação dos recursos.

Durante a sessão, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), chamou atenção para a desfaçatez de parlamentares do PT e de outros partidos da oposição, que obstruíram os trabalhos por horas. “A votação permitiria que milhões de brasileiros tivessem recursos para conseguir o Fies, que é o sonho de muitos jovens. Não basta o que o PT já fez ao país, agora está obstruindo”, reprovou.

Os estudantes não têm culpa da disputa política e não podem ser prejudicados por ela, ressaltou o deputado Betinho Gomes (PE). O tucano acredita que é preciso buscar o entendimento em nome do interesse nacional. “Essa briga política cega não nos levará a lugar algum! Meu entendimento é de que alguns temas devem ser colocados acima da disputa partidária, como é o caso do FIES. Os alunos saíram prejudicados e agora temos que esperar a nova reunião do Congresso para tentar aprovar o PLN”, afirmou em sua página no Facebook.

O PLN 8/16 autoriza crédito de R$ 702,5 milhões para a administração financeira do Fies e de R$ 400,9 milhões para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As instituições de ensino estão sem receber desde agosto por conta do atraso na aprovação do projeto. A demora atrapalha também a renovação semestral de contratos.

A deputada Mariana Carvalho (RO) acompanhou a sessão explicou que o crédito suplementar possibilitará o aditamento, pois o governo poderá quitar dívidas com os bancos públicos. A tucana criticou a obstrução de partidos como o PT, em prejuízo de 1,8 milhão de universitários. “Sou a favor dos nossos estudantes, e não admito partidos estarem com brigas partidárias e obstruindo as votações, prejudicando os nossos estudantes”, destacou.

Após o fim da sessão desta madrugada, o deputado Pedro Cunha Lima (PB) lamentou que o projeto do Fies não tenha sido votado. “Fim da sessão. Infelizmente não conseguimos votar o aditamento do Fies. Obstrução do PT que prejudica estudantes”, postou no Facebook. Por sua vez, Daniel Coelho (PE) criticou a tática do “quanto pior, melhor” adotada por siglas da oposição. “Se não votarmos a matéria, milhares de alunos irão perder suas matrículas. Esse não é o momento de fazer embate político, é hora de pensar nos nossos estudantes”, defendeu.

Em entrevista ao Conversa com os Brasileiros, o deputado Rodrigo de Castro (MG) lembra que os estudantes beneficiados pelo Fies não têm condições de pagar a faculdade com dinheiro próprio. “Infelizmente, o governo do PT queimou o dinheiro do Fies. A votação do crédito extraordinário é fundamental”, completou.

*Do portal do PSDB na Câmara

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dZYmz9