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Agenda social depende de resgate da economia, destaca Mansueto Almeida

Economista e técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Mansueto Almeida foi um dos participantes do Seminário “Caminhos para o Brasil – Social”, promovido nesta quinta-feira (10/03) em parceria do PSDB com o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Em palestra sobre a necessidade de manutenção e ampliação das ações sociais públicas diante de um cenário de crise, Mansueto Almeida fez um alerta: “se o Brasil não crescer, toda a herança social construída desde 1988 corre riscos”.

10 de março de 2016

Brasília (DF) – Economista e técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Mansueto Almeida foi um dos participantes do Seminário “Caminhos para o Brasil – Social”, promovido nesta quinta-feira (10/03) em parceria do PSDB com o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Em palestra sobre a necessidade de manutenção e ampliação das ações sociais públicas diante de um cenário de crise, Mansueto Almeida fez um alerta: “se o Brasil não crescer, toda a herança social construída desde 1988 corre riscos”.

O economista avaliou que não faz sentido pensar em uma agenda social sem antes planejar o resgate da economia brasileira, afundada pelo desgoverno da presidente Dilma Rousseff.

“Esse é um dos grandes desafios que o país tem que enfrentar nos próximos anos: não faz sentido falar em agenda social sem falar em crescimento econômico. O Brasil precisa crescer, assim teremos recursos para gastar mais com o social”, disse.

Segundo Mansueto, o orçamento aprovado para 2016, após diversos cortes, mostra que o crescimento das despesas do governo federal será de R$ 87 bilhões. Isso, aliado ao desequilíbrio fiscal, às despesas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e ao déficit que é estimado em R$ 60 bilhões, é prova de o Brasil vai na contramão do resto do mundo ao trilhar o caminho do “crescimento insustentável”.

“O governo não consegue retomar a confiança dos brasileiros, dos investidores, e acaba cortando gastos importantes, em saúde, educação”, ressaltou. “O grande problema foi que o governo tomou medidas equivocadas quando tentou promover o crescimento simplesmente aumentando a dívida. O que deveriam ter feito era fortalecido as agências reguladoras, simplificado o sistema de tributação, promovido o ajuste fiscal”, listou.

O economista destacou ainda que não adianta o governo da presidente Dilma Rousseff fazer programas populistas, mas sim “programas bons”, e completou dizendo que “herança maldita é a que está sendo deixada para o próximo governante”.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/1M9Nd40