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Alvo do “petrolão”, Transpetro deve cancelar contratos para construção de novos navios

Subsidiária da Petrobras na área de transportes, a Transpetro deve renegociar seus contratos relativos ao programa de renovação da frota, criado pelo ex-presidente da companhia e delator da Lava Jato Sergio Machado, após ter seu patrimônio atingido pelo esquema de corrupção na estatal. De acordo com matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira (28), estaleiros contratados pelo programa para a construção de novos navios foram citados por Machado como fonte de recursos ilegais para políticos.

28 de junho de 2016

Subsidiária da Petrobras na área de transportes, a Transpetro deve renegociar seus contratos relativos ao programa de renovação da frota, criado pelo ex-presidente da companhia e delator da Lava Jato Sergio Machado, após ter seu patrimônio atingido pelo esquema de corrupção na estatal. De acordo com matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira (28), estaleiros contratados pelo programa para a construção de novos navios foram citados por Machado como fonte de recursos ilegais para políticos.

Até o momento, apenas 14 dos 47 navios contratados foram entregues. Além deles, outros 13 tiveram o contrato rescindido em razão de atraso nas entregas ou problemas durante as obras. De acordo com a reportagem da Folha, novos cancelamentos devem acontecer com o anúncio oficial da renegociação, que será feito nos próximos dias.

A situação vem afetando diretamente a geração de empregos na indústria naval. O estaleiro Atlântico Sul (EAS), símbolo do setor, entregou 7 dos 10 navios previstos em seu primeiro contrato e atualmente está já fase final de construção das três embarcações restantes. A companhia, que ainda tenta continuar as obras de outros 12 navios encomendados, teve um prejuízo de R$ 200,8 milhões no ano passado e teme que os novos cancelamentos afetem ainda mais seu caixa. A empresa chegou a ter aproximadamente 11 mil empregados no início da década, mas hoje tem apenas 3 mil funcionários.

Os cancelamentos também devem atingir os outros dois estaleiros criados para o programa de renovação da frota. O Estaleiro Rio Tietê entregou somente três comboios hidroviários para o transporte de etanol. A empresa, que atualmente finaliza a construção do quarto, foi contratada para construir 20 comboios. Os outros 16 estão com obras suspensas até outubro.

Já o estaleiro Vard Promar teve dois contratos cancelados. A empresa entregou, até o momento, três navios para transporte de gás e ainda tem outras cinco obras em execução.

Clique aqui para ler a matéria da Folha.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2958IHP