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Após silêncio durante a gestão Dilma, movimentos do campo articulam contra o governo Temer

Após anos de silêncio, mesmo durante o período de reforma agrária zero que perdurou durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, os movimentos do campo resolveram voltar a se articular. O problema é que a pauta, ao contrário do que pregam grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), não é o direito dos trabalhadores à terra, mas sim uma declaração de guerra ao governo do presidente Michel Temer.

Brasília (DF) – Após anos de silêncio, mesmo durante o período de reforma agrária zero que perdurou durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, os movimentos do campo resolveram voltar a se articular. O problema é que a pauta, ao contrário do que pregam grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), não é o direito dos trabalhadores à terra, mas sim uma declaração de guerra ao governo do presidente Michel Temer.

É o que informa reportagem publicada nesta terça-feira (27) pelo jornal O Estado de S. Paulo. No começo deste mês, 12 movimentos do campo lançaram um manifesto prometendo usar “todos os meios de pressão e luta” contra as ações do governo Temer. Coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição afirmou que as ocupações serão intensificadas como forma de pressão. “Não adianta a tentativa de governos de criminalizar ou tentar impedir a organização do nosso povo. Sempre encontraremos formas para seguir lutando pelos nossos direitos e o que se avizinha estimula mais ainda à organização popular”, disse.

O deputado federal Fábio Sousa (PSDB-GO) apontou a contradição dos movimentos, que se autointitulam populares, mas se omitiram por anos durante as gestões dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O parlamentar lembrou ainda que, apesar de terem destacado a reforma agrária como prioridades de suas gestões, os petistas pouco avançaram no setor, mesmo após 13 anos no poder.

“A definição [da postura dos movimentos] é clara: é pura hipocrisia e demagogia ideológica. Porque não foram só dois anos em que não se fez nada. O PT ficou no governo 13 anos, apoiado pelo MST. Por 13 anos o MST foi financiado, e não teve a reforma agrária. O fato do MST ainda ter força para articular essas ações prova que o governo do PT, durante 13 anos, não fez nada pela reforma agrária de fato. Porque, se tivesse, o MST teria se enfraquecido”, rebateu.

“Qual é a intenção do movimento? Não é dar terra a quem não tem? Se, em 13 anos, o governo não conseguiu dar terra a quem não tem, e em dois anos não fez absolutamente nada de reforma, é pura hipocrisia demagógica e ideológica”, constatou o tucano.

Interesses

Apesar de os movimentos se articularem contra a gestão Temer, o governo federal tem trabalhado para acelerar a concessão de terras aos assentados. O presidente editou uma medida provisória para agilizar os títulos de domínio e a venda de terras da União para beneficiários do Programa Nacional da Reforma Agrária. A meta é entregar 280 mil documentos até o fim do mandato, em 2018. Para isso, serão priorizados os 9.332 assentamentos já existentes em todo o país, onde vivem 1 milhão de famílias.

Vale lembrar que se a meta proposta for cumprida, o governo Temer terá expedido, em dois anos, 12 vezes mais titulações do que as gestões do PT, ao longo de 13 anos no poder.

Para Fábio Sousa, os interesses do MST e demais movimentos do campo em atacar o governo Temer passam longe de buscar os direitos do trabalhador.

“São interesses totalmente políticos e financeiros. Políticos porque quem sustentava eles saiu do poder, e financeiros porque querem dinheiro. É um movimento muito hipócrita. Repito: se o governo do PT tivesse interesse mesmo, e o MST tivesse de fato interesse em resolver o problema de quem não tem terra, 13 anos dariam para ter feito muita coisa”, completou o deputado.

Leia AQUI a integra da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2hN3Hqr