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Calamidade financeira no governo de Minas reflete “calamidade política”, diz tucano

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), solicitou nesta segunda-feira (5) autorização da Assembleia Legislativa mineira para decretar estado de calamidade financeira no estado. No pedido, o petista diz que Minas Gerais vive uma crise financeira que é “reflexo da queda de arrecadação em vários setores”. O governador afirmou que ocorreu uma redução significativa na receita pública estadual e que, sem a aprovação do decreto, não conseguirá pagar salários e dívidas.

Brasília (DF) – O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), solicitou nesta segunda-feira (5) autorização da Assembleia Legislativa mineira para decretar estado de calamidade financeira no estado. No pedido, o petista diz que Minas Gerais vive uma crise financeira que é “reflexo da queda de arrecadação em vários setores”. O governador afirmou que ocorreu uma redução significativa na receita pública estadual e que, sem a aprovação do decreto, não conseguirá pagar salários e dívidas.

De acordo com o jornal O Globo desta terça (6), Pimentel alegou ainda que o crescimento dos gastos nos últimos anos não foi acompanhado de aumento nas receitas. A mensagem segue para a Comissão de Fiscalização Orçamentária, que terá 20 dias para emitir um parecer. Se a Assembleia Legislativa aprovar o decreto, o governo conseguirá suspender o prazo para pagamento de despesas de pessoal e os limites do endividamento do estado.

Para o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), além de ser mais uma vítima da crise econômica que se instalou no país, Minas também sofre as consequências dos desmandos e denúncias de corrupção que envolvem Pimentel.

“Sem dúvidas, a crise econômica afeta todos os estados. O Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo, já tiveram esse tipo de situação decretada. No entanto, o que ocorre em Minas é que, além da situação de calamidade financeira que o governador agora decreta, temos uma situação de calamidade política porque vivemos num estado que não tem governo, um estado em que o governador está sitiado”, explicou.

A reportagem cita que, caso a Assembleia aprove o pedido, o governo também conseguirá ser liberado de atingir seus resultados fiscais. No decreto, o governador atribui a situação de emergência no Estado à crise econômica internacional e nacional.

Segundo Pimentel, ambas provocaram a queda do Produto Interno Bruto (PIB) e causaram a retração da atividade de vários setores, como o mercado internacional de commodities agrícolas e metálicas, o que diminuiu a receita do estado.

De acordo com o tucano, a situação de Minas é “gravíssima” e demonstra, acima de tudo, a “incapacidade” do petista de governar o estado. “Temos um governador com vários processos criminais, respondendo a acusações gravíssimas de corrupção e que, diante desse cenário, passa mais tempo se escondendo ou tentando se defender de todos esses processos de corrupção do que propriamente governando Minas”, afirmou.

Afastamento

Ainda na avaliação do deputado, o melhor que poderia ocorrer seria a Assembleia decidir pelo afastamento do governador.

“A Constituição mineira prevê isso, uma vez que Pimentel já é réu numa ação penal. Acabamos de ver o presidente do Senado ser afastado por ser réu. Minas Gerais vive uma situação inusitada: tem um governador que é réu, que tem um processo gravíssimo de corrupção contra ele e que, no entanto, teima em sacrificar o povo mineiro. O correto era ele ter o bom senso ou, pelo menos nesse aspecto, ter o senso cívico de se afastar já que não tem condições de governar”, avaliou.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2g6E4ze