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Como resultado de aparelhamento político feito pelo PT, Correios acumulam prejuízos bilionários

Dez anos após se envolver em grandes escândalos no âmbito do mensalão, os Correios sofrem as consequências de uma gestão marcada por indicações políticas para compor a cúpula da estatal. Também imersa nos desdobramentos da Operação Lava Jato, a empresa acumulou perdas bilionárias nos três últimos anos, com prejuízo recorde de R$ 2,1 bilhões em 2015.

4 de julho de 2016

Dez anos após se envolver em grandes escândalos no âmbito do mensalão, os Correios sofrem as consequências de uma gestão marcada por indicações políticas para compor a cúpula da estatal. Também imersa nos desdobramentos da Operação Lava Jato, a empresa acumulou perdas bilionárias nos três últimos anos, com prejuízo recorde de R$ 2,1 bilhões em 2015. Nesse período, os Correios foram presididos pelo petista Wagner Pinheiro, que foi sucedido pelo ex-deputado do PDT Giovanni Queiroz, indicado ao cargo pela então presidente da República Dilma Rousseff. Para o deputado federal Luiz Carlos Hauly, do PSDB do Paraná, o aparelhamento das estatais com os interesses partidários do PT e aliados causou todos os problemas financeiros da empresa e seus fundos de pensão.

“O aparelhamento das estatais e dos fundos de pensão destruiu quase todas as estatais brasileiras. E o fundo de pensão que mais perdeu foi o Postalis [dos Correios] . Cada funcionário aposentado vai ter que pagar em torno de 26% de dedução do seu salário para cobrir as perdas e o rombo dessa gestão de Lula e Dilma”, declarou Hauly.

A competência técnica dos indicados aos cargos de comando dos Correios também foi alvo de questionamento durante o governo do PT. Em um episódio, um indicado pelo partido para ser responsável pela área de tecnologia da estatal era um dentista sem experiência em logística. Vários indicados pelo PDT, partido aliado ao PT, ainda ocupam cargos de chefia na empresa. Mas com a Lei de Responsabilidade das Estatais, idealizada pelo PSDB, Hauly acredita que esse cenário deve mudar. Sancionada pelo presidente em exercício, Michel Temer, a lei restringe a ocupação de diretorias e conselhos de administração das estatais por políticos e sindicalistas.

“Daqui para frente teremos um novo comportamento com uma nova legislação, mais dura e severa, para combater o aparelhamento das estatais e dos fundos de pensão. Eu acredito que vai ser benéfico e evitar futuros problemas para as estatais brasileiras”, disse o tucano.

Hauly também acredita que a mudança das regras possa recuperar, aos poucos, a saúde financeira das estatais. Hoje, os Correios operam no vermelho, com R$ 900 milhões de prejuízo acumulado só nos cinco primeiros meses de 2016. De Brasília, Jéssica Vasconcelos.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29cazbJ