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Compra de imóvel é “prova concreta” de que relação com Odebrecht trazia vantagens pessoais a Lula, afirma Silvio Torres

Documentos coletados pela Polícia Federal no sítio utilizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia indicam que a empreiteira Odebrecht teria comprado um imóvel no valor de R$ 12 milhões para abrigar a sede do Instituto Lula. Localizado na Vila Clementino, em São Paulo, o prédio foi adquirido em 2010 pela DAG Construtora, empresa de um amigo de Marcelo Odebrecht. Dois anos mais tarde, a própria Odebrecht adquiriu o imóvel.

14 de julho de 2016

Documentos coletados pela Polícia Federal no sítio utilizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia indicam que a empreiteira Odebrecht teria comprado um imóvel no valor de R$ 12 milhões para abrigar a sede do Instituto Lula. Localizado na Vila Clementino, em São Paulo, o prédio foi adquirido em 2010 pela DAG Construtora, empresa de um amigo de Marcelo Odebrecht. Dois anos mais tarde, a própria Odebrecht adquiriu o imóvel.

De acordo com matéria desta quinta-feira (14) do jornal Correio Braziliense, apesar de o local nunca ter sido transformado na sede do Instituto Lula, evidências analisadas pelos investigadores da Operação Lava Jato como plantas, contratos de compras e e-mails revelam que o imóvel teria sido adquirido com esse propósito, como revela um relatório do delegado Filipe Hille anexado ao inquérito da Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato.

“Segundo é expresso por Marcelo Odebrecht, em suas comunicações eletrônicas, o imóvel seria destinado à construção do Prédio do Instituto. Ademais, nota-se que o valor de R$ 12,3 milhões para aquisição do imóvel (constante dos e-mails das negociações imobiliárias entre fevereiro e junho de 2010), é compatível com o valor registrado de R$ 12,4 milhões anotados em favor do Prédio (IL), nas planilhas apreendidas com o funcionário da Odebrecht Fernando Migliaccio da Silva”, destaca o laudo.

A ligação entre a Odebrecht e o Instituto Lula comprova, na visão do secretário-geral do PSDB, deputado federal Silvio Torres (SP), que a relação com a construtora beneficiava pessoalmente o ex-presidente.

“Não são mais evidências, nem indícios, são provas concretas de que era uma relação que trazia vantagens pessoais para o ex-presidente Lula. Agora, a compra de um prédio choca pelo fato de um imóvel desse valor ser disponibilizado para que o Lula pudesse perpetuar sua memória e a sua obra. Evidentemente que a Odebrecht jamais faria esses favores só por amizade ao Lula ou por admiração. Trata-se, realmente, de uma troca de vantagens que eu tenho convicção que a Lava Jato e outros órgãos de investigação levarão até o fim”, disse o parlamentar.

Para Torres, a aquisição do imóvel na capital paulista é mais um dos episódios que mostram o envolvimento da empreiteira em irregularidades envolvendo Lula.

“A aquisição desse imóvel é mais uma evidência de uma relação entre a construtora Odebrecht e o ex-presidente Lula que vai muito além do interesse de país, de Estado, de governo, como o Lula costuma dizer quando é acusado por exemplo, de ter viajado às custas da Odebrecht para países com os quais o Brasil teria interesses comerciais. Da mesma forma, a contratação do Lula para realizar palestras que até hoje não se sabe se foram ou não realizadas, o problema do sítio de Atibaia, que a Odebrecht teve um superintendente de obras dos mais importantes da Odebrecht, que estava cuidando pessoalmente da reforma”, apontou o tucano.

“É, sem dúvida nenhuma, um episódio que vai ter um grande impacto no momento de se juntar as provas que serão enviadas para a Justiça”, acrescentou o parlamentar.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29YPMeJ