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Debate na Band escancara as diferenças entre candidatos em Porto Velho

O debate promovido pela Band, na noite desta sexta-feira (7), entre os candidatos a prefeito de Porto Velho dr. Hildon Chaves (PSDB-RO), vencedor do primeiro turno das eleições, e o deputado Leo Morais (PTB-RO) serviu, sobretudo, para marcar o enorme fosso de diferença entre os dois. Nem é tanto pela idade, embora quando Leo Morais nascia lá no Paraná, na fronteiriça Foz do Iguaçu, o pernambucano Hildon Chaves já demonstrava vocação para a política, iniciando-se como liderança nos movimentos estudantis.

8 de outubro de 2016

O debate promovido pela Band, na noite desta sexta-feira (7), entre os candidatos a prefeito de Porto Velho dr. Hildon Chaves (PSDB-RO), vencedor do primeiro turno das eleições, e o deputado Leo Morais (PTB-RO) serviu, sobretudo, para marcar o enorme fosso de diferença entre os dois. Nem é tanto pela idade, embora quando Leo Morais nascia lá no Paraná, na fronteiriça Foz do Iguaçu, o pernambucano Hildon Chaves já demonstrava vocação para a política, iniciando-se como liderança nos movimentos estudantis.

O que sobressaiu foi a diferença de percepção sobre o que fazer no comando de uma prefeitura da capital de Rondônia. Enquanto dr. Hildon defendia com muita convicção práticas modernas de gestão pública, como a formação de Parcerias Públicas Privadas (PPPs) para a realização de serviços de implantação do serviço de esgoto sanitário e ampliação da rede de água tratada e iluminação pública, Leo Morais insistia em recuperação da Caerd – empresa cinquentenária que há cerca de duas décadas se vê as voltas com o fantasma da insolvência, incapaz hoje de resolver pequenos problemas de vazamentos nos canos pelos quatro cantos da cidade.

A visão moderna e futurista do candidato tucano contrastava a todo tempo com o pensamento atávico do candidato petebista, preso às convenções burocráticas da velha prática política. Mais um exemplo clássico entre os dois foi no debate sobre a viabilização de creches. De um lado, o dr. Hildon acelerando soluções, defendeu oferecimento imediato desse serviço às mães que precisam trabalhar, mas não tem onde e nem com quem deixar seus filhos pequenos, seja por meio de adaptação de prédios ou aluguéis até que sejam construídas novas unidades. De outro, a visão burocrata, dificultando soluções, ao ver apenas problemas.

Leo reclamou que o município não dispõe de terrenos ociosos e legalizados para a construção. Para ele atender essas centenas de mães, teria, primeiro, que desapropriar terrenos, indenizar os proprietários, ou então, ir ao governo federal, pedir áreas públicas federais, legaliza-las, licita-las e só então começar a construir, ou seja, uma não solução burocrática que consumiria um mandato praticamente todo.

Outra gritante diferença é a de estilos. Enquanto que o dr. Hildon mostrava-se seguro e compenetrado nas questões a serem debatidas, Leo Moraes, claramente ansioso, demonstrando insegurança, partia o tempo todo para o ataque. O tucano acenava com a paz, o petebista respondia com artilharia pesada. Tanto que, se viu obrigado a ceder um direito de resposta ao fazer ilações sobre a saída do promotor Hildon do Ministério Público. Com um documento da Corregedoria Geral do MP em mãos, embora não pudesse ser exibido pelas regras do debate, o tucano provou que pediu exoneração no dia 26 de agosto de 2013, após 21 anos de serviço, sem que tivesse respondido a nenhum processo administrativo e disciplinar.

No tema sobre política de geração de oportunidades econômicas para a cidade, dr. Hildon externou sua confiança no sucesso do agronegócio, por meio do projeto de construção de uma central de abastecimentos nos moldes das ceasas existentes em todo o país. Já Leo Moraes defendeu unicamente o fomento à agricultura familiar por meio de política assistencialista, aquela que alimenta apenas o pequeno agricultor, discordando da visão estratégica do candidato tucano de transformar Porto Velho no mais importante entreposto de abastecimento de alimentos para toda a região, com ênfase para Manaus – um mercado de 2 milhões de consumidores ou quase quatro vezes a população portovelhense.

Não foram apenas os arroubos que marcaram a participação do candidato do PTB. Também foi hilário e contribuiu para o bom humor em alguns momentos, como após discorrer sobre as escolas que estudou quando criança, todas da mais alta elite portovelhense, saiu-se com essa: “eu tenho o cheiro do povo”. Risada geral. Por fim, sem nunca ter posto os pés numa unidade de saúde pública na condição de paciente, incluiu-se entre os que padecem pelo deficiente serviço oferecido nas unidades de saúde do município.

*Da Assessoria de Imprensa do candidato dr. Hildon Chaves

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dFyLvE