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Farra da quarentena: 65 ex-funcionários do governo Dilma mantêm salários por seis meses

Nada menos do que 65 ex-integrantes do governo da presidente afastada Dilma Rousseff conseguiram, somente entre janeiro e junho deste ano, a autorização para continuar recebendo os salários por seis meses sem trabalhar. O número representa um recorde em concessões de quarentena, quando os servidores ficam impedidos de trabalhar na iniciativa privada no período para evitar conflitos de interesse.

15 de agosto de 2016

Nada menos do que 65 ex-integrantes do governo da presidente afastada Dilma Rousseff conseguiram, somente entre janeiro e junho deste ano, a autorização para continuar recebendo os salários por seis meses sem trabalhar. O número representa um recorde em concessões de quarentena, quando os servidores ficam impedidos de trabalhar na iniciativa privada no período para evitar conflitos de interesse.

De acordo com levantamento obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação, o total de beneficiados é maior do que as 62 concessões dadas em 2015 e mais do que o triplo do destinado no ano anterior. Para se ter uma ideia, apenas 11 pedidos de quarentena foram aprovados pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República em 2011, após a saída do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o Estadão, desde o fim do ano passado, foram feitos 213 pedidos de quarentena: 102 recusados e cinco arquivados. Segundo a Comissão de Ética Pública da Presidência, o restante foi concedido ou ainda se encontra em tramitação, e o aumento de concessões se deve à ampliação do rol de autoridades com direito à quarentena sancionada por Dilma em 2013. No entanto, o número excessivo de pedidos levantou suspeita do Tribunal de Contas da União (TCU), que passou a fiscalizar, em regime de urgência, desde maio deste ano.

Segundo o jornal, na lista dos favorecidos estão 17 ex-ministros do segundo mandato de Dilma, além de ex-secretários executivos e presidentes de estatais, como Correios, Caixa e BNDES. Os salários variam entre R$ 29,3 mil e R$ 123 mil. Entre os ex-ministros estão Jaques Wagner (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (AGU), Nelson Barbosa (Fazenda), Aloizio Mercadante (Educação), Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência), Valdir Simão (Planejamento), Ricardo Berzoini (Governo), Juca Ferreira (Cultura), Tereza Campelo (Desenvolvimento Social), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Inês Magalhães (Cidades), Carlos Gabas (Aviação Civil), Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), e Eleonora Menicucci (Secretaria Especial para Mulheres).

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Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2bbsnrA