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A queda de prefeituras do PT no Nordeste só não foi maior graças ao desempenho petista em municípios ainda dependentes do programa Bolsa Família.

Fim da linha: PT tem queda histórica de 40% no Nordeste

O sucessivo envolvimento em escândalos e a perda de credibilidade do Partido dos Trabalhadores e de seus candidatos impactou negativamente no desempenho da legenda nas urnas em todo o Brasil, especialmente no Nordeste, região em que a sigla obtinha suas votações mais expressivas. A queda de prefeituras do partido na região foi de 40%. A queda só não foi maior, segundo reportagem do jornal O Globo, em decorrência do desempenho petista em municípios ainda dependentes do programa Bolsa Família.

a derrota do PT nos municípios do Nordeste em que mais da metade da população está inscrita no Bolsa Família foi menor do que no resto do país

Brasília – O sucessivo envolvimento em escândalos e a perda de credibilidade do Partido dos Trabalhadores e de seus candidatos impactou negativamente no desempenho da legenda nas urnas em todo o Brasil, especialmente no Nordeste, região em que a sigla obtinha suas votações mais expressivas. A queda de prefeituras do partido na região foi de 40%. A queda só não foi maior, segundo reportagem do jornal O Globo, em decorrência do desempenho petista em municípios ainda dependentes do programa Bolsa Família.

O levantamento publicado pelo jornal nesta quinta-feira (3) relata que a derrota do PT nos municípios do Nordeste em que mais da metade da população está inscrita no Bolsa Família foi menor do que no resto do país. Ainda assim, nas cidades que concentram os beneficiários, o partido viu o número de prefeituras administradas cair 28% em relação a 2012. No resto do país, a queda foi de 60%, o que ainda é melhor do que o desempenho da sigla na comparação com outras regiões. No Centro-Oeste, por exemplo, a redução foi de 86%. Já no Sudeste, o PT perdeu três quartos de sua força, além de não ter conseguido reeleger Fernando Haddad em São Paulo.

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) destacou que a implicação da cúpula petista em esquemas de corrupção como o mensalão e o petrolão, além da incapacidade da gestão de apresentar alternativas que tirasse o Brasil da crise, explicam o péssimo desempenho dos candidatos petistas nas urnas.

“Em todos os níveis econômicos do nosso país, houve uma queda brusca da credibilidade dos membros do PT em apresentar propostas políticas e administrativas. Isso gerou reflexos para os pré-candidatos e candidatos nas eleições municipais, demonstrando efetivamente que houve muita manipulação do PT para tentar se perpetuar no poder, ao ponto de que, no próprio Nordeste, onde a ex-presidente Dilma teve cerca de 80% dos votos, ele não conseguiu eleger nenhum candidato nas prefeituras das capitais, como também nas prefeituras acima de 100 mil eleitores”, ressaltou.

O PT conquistou apenas uma capital nas eleições municipais deste ano: Rio Branco, no Acre. Além disso, o partido também perdeu o comando de todas as sete cidades nordestinas com mais de 100 mil habitantes onde havia vencido em 2012. Em João Pessoa (PB), o prefeito Luciano Cartaxo conseguiu se reeleger após migrar para o PSD. Já em Vitória da Conquista e Camaçari, terceira e quarta cidades mais populosas da Bahia, nem a participação do governador do estado, Rui Costa (PT), conseguiu alavancar as candidaturas petistas. Na Bahia, o PT passou de 92 prefeituras para apenas 39.

Estratégia falha

Para Gomes de Matos, a estratégia petista de tentar fidelizar seus eleitores por meio de programas sociais como o Bolsa Família falhou, assim como a tentativa de disseminar a informação de que seus adversários acabariam com os benefícios à população. O tucano avaliou que muitos dos petistas eleitos no último pleito não foram escolhidos pelo povo por conta de seus partidos, mas sim por suas trajetórias pessoais.

“É claro que ainda houve alguns municípios, bem menores, dependentes também economicamente de alguns programas sociais, em que a população ainda optou pelo PT. Mas muitos deles não foram nem em virtude da sigla PT. A população votou naquele cidadão que, naquela ocasião, estava filiado ao PT. Votou muito mais na pessoa do que no partido. Uma boa parte, sem medo de errar, dos atuais prefeitos do PT foram eleitos pelo trabalho na sua profissão, alguns na área da agricultura, outros na área social, da saúde. Foram eleitos pelo trabalho que desenvolvem em relação às suas atividades, e não em relação ao partido”, completou o parlamentar.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2f7P3cB