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Fornecedor da campanha de Dilma de 2014 é acusado de caixa-dois pela PF

A Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em negócios envolvendo o segundo maior fornecedor da campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff. Uma das empresas de Carlos Roberto Cortegoso, a CRLS Consultoria e Eventos, movimentou quase R$ 50 milhões no período entre 2010 e 2014. Esse valor é cinco vezes maior do que o declarado pela CRLS à Receita Federal.

10 de julho de 2016

A Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em negócios envolvendo o segundo maior fornecedor da campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff. Uma das empresas de Carlos Roberto Cortegoso, a CRLS Consultoria e Eventos, movimentou quase R$ 50 milhões no período entre 2010 e 2014. Esse valor é cinco vezes maior do que o declarado pela CRLS à Receita Federal.

Segundo matéria publicada neste domingo (10) pelo jornal O Estado de S. Paulo, a força-tarefa da Polícia Federal aponta contabilidade “atípica” e indícios de caixa 2 com recursos provenientes do PT e de esquemas de desvios na Petrobrás e no Ministério do Planejamento.

Investigadores dizem que Cortegoso, proprietário da CRLS e também da Focal Confecções e Comunicação Visual, recebeu R$ 25 milhões na última campanha de Dilma. As empresas têm sede em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A CRLS é citada na Custo Brasil por ter recebido, a pedido do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, R$ 309 mil da Consist Software, responsável por gerenciar os contratos do Ministério do Planejamento. No dia 23 de junho, a empresa foi alvo de buscas ordenadas pela 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Embora a CRLS não conste na prestação de contas da campanha de Dilma, ela atuou por intermédio da Focal. Investigadores verificaram que as duas empresas integram um mesmo negócio e suspeitam que a propina tenha transitado pelas contas das duas empresas.

Cortegoso tem ligação antiga com o PT, cerca de 20 anos. Os negócios suspeitos com o partido surgiram em 2005, quando Cortegoso e a Focal foram citados por Marcos Valério na CPI dos Correios como destinatários de dinheiro de caixa 2 do mensalão.Em 2006, a Focal recebeu R$ 3,9 milhões da campanha à reeleição de Lula. Quatro anos depois, já com Dilma, os gastos do partido com a empresa chegaram a R$ 14,5 milhões.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29xUw9i