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Hauly defende importância de “Previdência equilibrada” para estabilidade da economia brasileira

O presidente Michel Temer anunciou, na tarde desta segunda-feira (5), no Palácio do Planalto, que a proposta de reforma da Previdência elaborada pelo Executivo será enviada ao Congresso Nacional nesta terça. No encontro, que contou com as presenças dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda), além de líderes do Congresso, Temer adiantou que a proposta prevê uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e uma transição a partir dos 50 anos.

O presidente Michel Temer anunciou, na tarde desta segunda-feira (5), no Palácio do Planalto, que a proposta de reforma da Previdência elaborada pelo Executivo será enviada ao Congresso Nacional nesta terça. No encontro, que contou com as presenças dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda), além de líderes do Congresso, Temer adiantou que a proposta prevê uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e uma transição a partir dos 50 anos. As informações são de matéria publicada pela Folha de S. Paulo.

Ao fazer o anúncio, o presidente da República destacou a necessidade de o país realizar mudanças profundas para permitir que a Previdência possa ser sustentada. “Sempre fizemos pequenas reformas. Eu mesmo fui relator de uma reforma previdenciária. Chega de pequenas reformas. Ou enfrentamos de frente o problema ou vamos condenar aqueles que vierem depois de nós batam nas portas do poder público e nada recebam”, afirmou o presidente. “Manter a previdência brasileira exige uma reforma, sob pena de colocar em risco o recebimento de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários”, destacou Temer.

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) acredita que um maior equilíbrio na Previdência é fundamental para a recuperação da economia brasileira e para a retomada dos investimentos no país. Para o tucano, é fundamental que as novas regras estabeleçam especialmente o fim das diferenças entre os modelos de previdência geral e público, medida que inclusive já foi defendida por Temer.

“Desde 1999, já vem sendo feito o ajuste na Previdência, primeiro com o fator previdenciário, que está vigente ainda, e a partir do ano passado com o fator 90/95 também. Espero que, a partir de agora, ele [governo] proponha algo que seja uma Previdência geral para todo mundo, para União, estados e municípios e para os três poderes, e que os novos trabalhadores do setor público e do setor privado possam ter o mesmo regime do INSS”, defendeu Hauly.

De acordo com a Folha, as contas do governo apontam que os gastos com o pagamento de benefícios previdenciários do INSS e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) correspondem, hoje, a cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Com a aprovação da Reforma da Previdência, este número continuaria em um patamar abaixo de 10% nos próximos dez anos. Sem a aprovação, as despesas com esses benefícios ficariam em 11%, chegando a 20,4% do PIB em 2060.

Os cálculos também indicam que, apenas em 2016, deve haver um déficit de R$ 149,2 bi no INSS. Para o ano que vem, o rombo estimado é ainda maior: R$ 181,2 bi.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2gYgbLS