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Investigações da Lava Jato apontam que Dilma sabia de esquema de Pasadena na Petrobras

As investigações da Operação Lava Jato já começam a se aproximar da ex-presidente Dilma Rousseff. As apurações envolvendo a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras indicam que a petista participou da autorização do negócio na época em que presidia o Conselho de Administração da estatal, e de que tinha ciência das irregularidades envolvidas. O negócio é considerado o pior da história da Petrobras, gerando um prejuízo de US$ 792 milhões aos cofres públicos, como revela reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

21 de outubro de 2016

As investigações da Operação Lava Jato já começam a se aproximar da ex-presidente Dilma Rousseff. As apurações envolvendo a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras indicam que a petista participou da autorização do negócio na época em que presidia o Conselho de Administração da estatal, e de que tinha ciência das irregularidades envolvidas. O negócio é considerado o pior da história da Petrobras, gerando um prejuízo de US$ 792 milhões aos cofres públicos, como revela reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

Para o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) há muitas evidências do conhecimento de Dilma nos desvios da compra da refinaria. “Não resta dúvida nenhuma de que aquele negócio causou ao povo brasileiro um prejuízo bilionário, onde a presidente Dilma era presidente do Conselho [da Petrobras] e foi ela que acenou à compra trágica daquela refinaria. Eu não tenho dúvida nenhuma da participação criminosa dela. Eu acredito que a coisa vai começar a pegar ela a partir do mês de março de 2017. Agora, eu acredito que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro estão com outras urgências. Mas vai chegar nela.”

Em sua defesa, Dilma afirmou que votou a favor da compra de Pasadena porque recebeu “informações incompletas” sobre o contrato. O  senador cassado Delcídio Amaral e os ex-diretores da petroleira Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró já admitiram que a aquisição da refinaria envolvia propina, e que receberam até US$ 1,5 milhão pelo negócio. Ataídes Oliveira contesta a versão de Dilma, pois acredita que a petista tinha total consciência de todos os esquemas da compra.

“Sobre essa alegação dela de que recebeu informações negativas, o Nestor Cerveró já disse que não. Ele já disse. Era o homem de confiança dela. O Paulo Roberto Costa também era o homem de confiança dela. Também disse que não. Ali foi um negócio feito conscientemente, sabendo do tamanho do prejuízo que iria causar ao país, ao povo brasileiro”, disse o tucano.

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem do Estado de S. Paulo

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dtZKJm