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João Doria garante que sua gestão não vai “partilhar a máquina pública”

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que sua gestão não irá “partilhar a máquina pública” em troca de apoio na Câmara Municipal, e nem tolerar a chamada “velha política”. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (10) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Doria disse também que pretende desburocratizar a prefeitura e atuar como um “agente propulsor da cidade”.

10 de outubro de 2016

Brasília (DF) – O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que sua gestão não irá “partilhar a máquina pública” em troca de apoio na Câmara Municipal, e nem tolerar a chamada “velha política”. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (10) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Doria disse também que pretende desburocratizar a prefeitura e atuar como um “agente propulsor da cidade”.

“Não vai haver esse tipo de comportamento nessa gestão. O meu sentimento é que os vereadores também estão preocupados em não fazer esse papel da velha política. O toma lá, dá cá comigo não terá ressonância. Atitudes espúrias ou comportamentos que determinem a partilha da máquina não terá ressonância. Não vou trair meu discurso, trair as pessoas que votaram em mim, fatiando a Prefeitura para A, B ou C”, garantiu.

O tucano criticou a excessiva burocracia que permeia as ações da gestão paulistana, atualmente sob comando do PT, e prometeu digitalizar todos os documentos, a fim de agilizar os processos. “Tem [burocracia] demais. Excesso de papéis, exigência de documentos. O tráfego disso leva meses na Prefeitura. Quero, ao fim do segundo ano de mandato, ter São Paulo digitalizada. Não ter mais papelzinho ou processo amarrado com barbante”, destacou.

Doria reiterou que, durante o primeiro ano de sua gestão, não irá aumentar o preço das passagens de transporte coletivo, nem os impostos e taxas municipais. “Quem critica a medida não é a população. Essa aplaude. Achei que não era razoável começar a gestão anunciando aumento de tarifa. Em 2018, poderá ter uma atualização”, colocou.

O prefeito eleito também pretende atuar como mobilizador da cidade, garantindo que os investidores que atuarem em São Paulo tenham os seus direitos respeitados, assim como será respeitada “a velocidade nas aprovações de obras e de iniciativas que sejam geradoras de emprego”.

População quer o novo

João Doria atribuiu sua vitória no primeiro turno ao cansaço dos brasileiros com os esquemas de corrupção e com a velha política. Para ele, tanto os paulistanos quanto os brasileiros anseiam por algo novo. “Primeiro, foi o novo. Ou seja, o não político e, consequentemente, uma figura que não representaria a chamada velha política. Depois, o sentimento antipetista muito forte na capital”, considerou.

O tucano também classificou o Partido dos Trabalhadores como o grande derrotado nas eleições municipais deste ano, no plano nacional. “Isso aconteceu pela gestão econômica de debacle, que impôs ao país três anos de recessão e 12 milhões de desempregados. O PT vai ter de reescrever sua história para poder sobreviver depois dessas eleições”, completou.

Leia AQUI a íntegra da entrevista de João Doria ao jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2e8VKP5