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Para Serra, a reorganização é necessária porque o Brasil nos últimos anos foi prejudicado pela valorização excessiva da moeda.

José Serra defende reorganização do comércio exterior brasileiro

O ministro das Relações Exteriores José Serra (PSDB) destacou que pretende atuar para reorganizar o comércio exterior brasileiro, cuja ampliação nos últimos anos foi prejudicada pela valorização excessiva da moeda. De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (26) pelo jornal Valor Econômico, a participação do comércio exterior no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de 11%, é umas das mais baixas do mundo, e está relacionada às dimensões continentais da economia e ao custo-Brasil, que tem como componente a tributação, o custo financeiro e de infraestrutura.

José Serra defende reorganização do comércio exterior brasileiro

Brasília (DF) – O ministro das Relações Exteriores José Serra (PSDB) destacou que pretende atuar para reorganizar o comércio exterior brasileiro, cuja ampliação nos últimos anos foi prejudicada pela valorização excessiva da moeda. De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (26) pelo jornal Valor Econômico, a participação do comércio exterior no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de 11%, é umas das mais baixas do mundo, e está relacionada às dimensões continentais da economia e ao custo-Brasil, que tem como componente a tributação, o custo financeiro e de infraestrutura.

Para reverter esse quadro, Serra afirmou que governo brasileiro dará prioridade às concessões e à reorganização institucional do comércio exterior, com o fortalecimento da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O ministro falou sobre o assunto durante participação em um fórum sobre comércio exterior em São Paulo.

Serra também rebateu o fato da economia brasileira ser apontada como a mais fechada do mundo. Segundo o tucano, comparando o total de impostos sobre importações em relação ao valor total das compras do exterior, não há uma distância tão grande do Brasil em relação a outros países. O Brasil também está atrás de outras economias na imposição de barreiras não tarifárias, por exemplo, como subsídios agrícolas e barreiras técnicas.

Mercosul

O chanceler brasileiro disse ainda que a eventual saída da Venezuela do Mercosul não trará nenhum impacto para a economia brasileira. “A Venezuela já não participa praticamente [do bloco]”, ressaltou.

Pelo contrário: a permanência do país em crise no bloco, segundo o tucano, tem embarreirado acordo comerciais entre os seus integrantes e demais países do globo. Um exemplo é o acordo de comércio exterior que o Brasil tem engatilhado com a Colômbia, na área de têxtil e siderúrgicas. “Por algum motivo que não sei direito, a Venezuela tem que rubricar [esse acordo], e não rubrica, e não anda, e por quê? Eu não sei”, criticou.

Serra salientou que o governo brasileiro deseja que a Venezuela tenha uma saída democrática do Mercosul, e se disse esperançoso com o diálogo entre o país e o Vaticano. O papa Francisco recebeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nesta segunda-feira (24).

Acordos bilaterais

Já o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, relatou que o governo brasileiro está se esforçando em negociações bilaterais com as principais economias globais. Um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, no entanto, só deverá sair em 2018, já que as eleições na Alemanha e na França em 2017 representam um entrave para que o acordo seja fechado no ano que vem. Segundo o ministro, a próxima rodada de negociações deve ocorrer no primeiro trimestre do próximo ano.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal Valor Econômico.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2evH2jB