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Lava Jato questiona Dilma sobre tentativas de obstrução de Justiça

Não bastasse o processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff definitivamente da Presidência da República, a petista também é investigada pela Operação Lava Jato por tentativa de obstrução de Justiça, em inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira (12), a ex-presidente prestou o seu primeiro depoimento à Polícia Federal como investigada.

Brasília (DF) – Não bastasse o processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff definitivamente da Presidência da República, a petista também é investigada pela Operação Lava Jato por tentativa de obstrução de Justiça, em inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira (12), a ex-presidente prestou o seu primeiro depoimento à Polícia Federal como investigada.

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (13) pelo jornal Folha de S. Paulo, Dilma respondeu a perguntas sobre a indicação do ministro Marcelo Navarro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil, e sobre a tentativa do então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de comprar o silêncio do ex-senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo petista que negociava acordo de delação premiada com a PF.

A principal suspeita contra Dilma diz respeito à indicação de Navarro ao STJ. Em seu acordo de delação premiada, Delcídio do Amaral contou à força-tarefa da Lava Jato que a ex-presidente tentou interferir nas investigações por meio do Judiciário. A indicação do ministro para o STJ, que contou com a ajuda do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e até mesmo do então presidente da Corte, Francisco Falcão, teria sido feita com o objetivo de que o magistrado votasse pela libertação dos presos da Lava Jato. Dilma negou as acusações.

Delcídio disse ainda que a nomeação de Navarro para o STJ não seria apenas um “abafa” imediato, mas algo de “maior amplitude e profundidade” que pudesse “mitigar os efeitos da Lava Jato”.

Para o secretário-geral do PSDB, deputado federal Silvio Torres (SP), “a lei vale para todos”, e portanto, a Justiça deve ser rigorosa com a ex-presidente e com todos os investigados pela Lava Jato.

“A Justiça, assim como está sendo rigorosa nos outros casos das investigações, que estão atingindo praticamente todos os partidos, deve continuar persistindo até o fundo para comprovar ou não essa tese de que Dilma tentou efetivamente obstruir a Justiça, o que é um outro crime e deve ser punido como tal”, constatou.

Fim da Lava Jato

Além de Dilma Rousseff, são investigados no mesmo inquérito, aberto pelo ministro do STF Teori Zavascki, os ex-ministros Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, os ministros do STJ Marcelo Navarro e Francisco Falcão, e o ex-presidente Lula. Para os procuradores da Lava Jato, a nomeação de Lula na Casa Civil foi uma tentativa de obstruir as investigações em primeira instância, conduzidas pelo juiz federal Sergio Moro, garantindo ao petista o foro privilegiado.

Com fatos novos vindo à tona a cada dia, o deputado Silvio Torres avaliou que ainda é cedo para se cogitar um desfecho da Operação Lava Jato: ainda há muito o que ser descoberto e apurado.

“Com mais de 77 delações e outras que parece que virão se incorporar, acho que a Operação Lava Jato ainda vai ter um longo tempo pela frente para preparar, investigar e depois encaminhar para as instâncias que vão decidir sobre essas condenações ou não”, completou.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2gKFTFx