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Mantega sucedeu Palocci na coordenação de propina paga ao PT, diz PF

A Polícia Federal anunciou, em relatório anexado nesta segunda-feira (26) às investigações contra o ex-ministro Antonio Palocci, que existem indícios que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria substituído Palocci na coordenação dos pagamentos ilícitos feitos pela empreiteira Odebrecht ao PT. Palocci foi preso nesta segunda, alvo da 35ª fase da Operação Lava Jato. Já Mantega, principal nome da 34ª fase, teve a sua prisão revogada pelo juiz federal Sergio Moro.

26 de setembro de 2016

Brasília (DF) – A Polícia Federal anunciou, em relatório anexado nesta segunda-feira (26) às investigações contra o ex-ministro Antonio Palocci, que existem indícios que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria substituído Palocci na coordenação dos pagamentos ilícitos feitos pela empreiteira Odebrecht ao PT. Palocci foi preso nesta segunda, alvo da 35ª fase da Operação Lava Jato. Já Mantega, principal nome da 34ª fase, teve a sua prisão revogada pelo juiz federal Sergio Moro.

As informações são de reportagem do jornal O Globo. De acordo com a publicação, a força-tarefa da Lava Jato identificou o codinome “Italiano”, encontrado em uma planilha de propinas da Odebrecht, como sendo do ex-ministro Palocci. Guido Mantega seria o “Pós Itália”, registrado ao lado de uma cifra de R$ 50 milhões.

Um dos exemplos citados tem relação com a BMX Empreendimentos, usada pela Odebrecht Empreendimentos Imobiliários para fazer projetos para a Prefeitura de São Paulo. Anotações apreendidas pela PF relacionam R$ 3 milhões a Mantega e aos então deputados Cândido Vacarezza e Carlos Zarattini. O montante estava explicitado pelo código “Evento Out”, que significaria eleições.

R$ 2 milhões aparecem destinados a Mantega, que deveria definir a destinação do dinheiro relativo ao “Evento Out”. Outros R$ 21 milhões também aparecem, relacionados a “Evento 2014”.

Guido Mantega teve a sua prisão decretada após o empresário Eike Batista procurar o Ministério Público Federal (MPF), dizendo que pagou US$ 2,3 milhões ao ex-marqueteiro do PT, João Santana, e sua mulher, Monica Moura, a pedido do ex-ministro da Fazenda. O dinheiro foi depositado em uma conta no exterior, não declarada por Santana.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal O Globo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dcVNGh