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Ministério do Esporte suspende pagamentos de R$ 219,5 milhões de contratos irregulares firmados na gestão Dilma

O Ministério do Esporte suspendeu pagamentos a diversas empresas e entidades após investigação interna apontar irregularidades em contratos de R$ 219,5 milhões estabelecidos pela pasta ao longo do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira (5), o montante representa mais de 80% do valor envolvido nos documentos analisados até o momento por uma comissão criada pelo atual ministro, Leonardo Picciani, que assumiu a pasta em maio.

5 de outubro de 2016

O Ministério do Esporte suspendeu pagamentos a diversas empresas e entidades após investigação interna apontar irregularidades em contratos de R$ 219,5 milhões estabelecidos pela pasta ao longo do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira (5), o montante representa mais de 80% do valor envolvido nos documentos analisados até o momento por uma comissão criada pelo atual ministro, Leonardo Picciani, que assumiu a pasta em maio.

Segundo a Folha, entre os contratos com pagamento suspenso está o estabelecido com a Fundação Ezute. Com sede na zona sul de São Paulo, a empresa foi contratada pelo valor de R$ 59,4 milhões para prestar serviços e apoio às ações referentes aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio. Levantamento feito pelo ministério aponta 64 acordos válidos hoje, que somam R$ 603,7 milhões – maioria assinada no governo Dilma, pelos então ministro George Hilton e secretário-executivo Ricardo Leyser.

Para o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), a decisão do atual ministro de suspender o pagamentos dos contratos e fazer a revisão dos demais é “acertada”. “Seria muito estranho se não ocorressem irregularidades, principalmente no processo das Olimpíadas. Já tínhamos acompanhado a questão do programa Segundo Tempo que foi também um foco de desvios de muitos recursos públicos, fiz aqui na Câmara 27 auditorias. Não é surpresa nenhuma, onde o PT administrou tem desvios, superfaturamentos e empresas fantasmas. O estranho é pegar qualquer instituição administrada por eles que não tenha irregularidades”, criticou o tucano, defendendo a apuração de todos contratos na gestão petista.

Segundo o jornal, todos contratos ainda vigentes deverão ser revistos e ajustados e, “no limite, pode-se chegar a uma possível rescisão contratual e outras medidas administrativas ou até judiciais”. Entre as irregularidades constam sobreposições fracionadas, inconsistências na definição de valores dos serviços, preços superfaturados, contratos com mesmo escopo com empresas diferentes, além de dispensa de licitação sem justificativa legal para tal procedimento.

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Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2d5Ka4D