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4 de outubro de 2016

Mulheres na política: candidatas conquistaram 11,6% das prefeituras no primeiro turno

O número de candidatas eleitas prefeitas em 2016 ainda deixa insatisfeitas as mulheres que lutam por participação na esfera política formal. Até o momento, 11,6% das prefeituras foram conquistadas por mulheres este ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A série histórica do tribunal mostra que, na média nacional, as candidatas do sexo feminino alcançaram 7,4% das prefeituras em 2004, 9,4% em 2008, e 11,8% em 2012.

4 de outubro de 2016

O número de candidatas eleitas prefeitas em 2016 ainda deixa insatisfeitas as mulheres que lutam por participação na esfera política formal. Até o momento, 11,6% das prefeituras foram conquistadas por mulheres este ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A série histórica do tribunal mostra que, na média nacional, as candidatas do sexo feminino alcançaram 7,4% das prefeituras em 2004, 9,4% em 2008, e 11,8% em 2012.

As regiões Norte e Nordeste foram as que mais elegeram prefeitas em 2016. Dos dez estados com mais candidatas vitoriosas, nove são dessas regiões. O destaque é o Rio Grande do Norte, que terá 28% dos municípios governados por mulheres no ano que vem. Já na outra ponta do país, os resultados são baixos. Nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo, as mulheres venceram as eleições em menos de 8% das cidades.

Apesar do destaque no Norte e Nordeste brasileiros, São Paulo é o Estado onde, em números absolutos, há o maior número de mulheres eleitas às prefeituras: 72 candidatas.

Para a deputada federal Sheridan (PSDB-RR), mesmo com o aumento de municípios administrados por mulheres ao longo dos anos, a quantidade ainda não é suficiente se comparada ao universo de homens que ocupam cargos eletivos.

“Para ter legitimidade, a política tem que ter todas as parcelas da população representadas, e obviamente o número de mulheres está muito aquém. A gente quer mais mulheres na política, mas, para isso, a gente precisa votar e ouvir as mulheres na política.”
Sheridan afirmou que o resultado feminino mais expressivo no Norte e Nordeste do país é importante para o combate de problemas que atingem com mais intensidade as mulheres nessas regiões, como o machismo, a violência e a falta de assistência.

“Embora existam esses contrastes sociais em todo o Brasil, o Norte e Nordeste são inegavelmente regiões mais carentes. E a mulher tem esse papel de trazer como causa em suas campanhas justamente isso, o enfrentamento a todas essas mazelas sociais que essa sociedade vive”, afirmou a deputada.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dJnxBn