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“Não havia outra saída”, diz tucano sobre suspensão da Venezuela do Mercosul

A Venezuela está oficialmente suspensa do Mercosul. Nesta quinta-feira (1), Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai decidiram pela suspensão após o não cumprimento de obrigações assumidas pelo país quando se incorporou ao bloco, em 2012. A notificação foi assinada pelos chanceleres dos quatro países e passará a valer a partir da sua entrega ao governo de Nicolás Maduro nesta sexta-feira (2).

A Venezuela está oficialmente suspensa do Mercosul. Nesta quinta-feira (1), Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai decidiram pela suspensão após o não cumprimento de obrigações assumidas pelo país quando se incorporou ao bloco, em 2012. A notificação foi assinada pelos chanceleres dos quatro países e passará a valer a partir da sua entrega ao governo de Nicolás Maduro nesta sexta-feira (2).

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o texto determina que seja “cessado o exercício dos direitos [da Venezuela] inerentes à condição de Estado Parte do Mercosul”. Além disso, o documento afirma que a decisão vale até que os quatro países cheguem a um entendimento com a Venezuela sobre “as condições para restabelecer o exercício de seus direitos” no bloco.

Para o deputado Luiz Carlos Hauly não havia outra saída. “As cláusulas democráticas da OEA e da ONU estavam sendo ignoradas pela Venezuela. O afastamento do país encerra um capitulo que começou com o erro do governo do PT de ter colocado a Venezuela no Mercosul”, disse.

O tucano afirmou que, apesar da suspensão, a Venezuela é um país amigo e espera que a linha ideológica sustentada pelo governo de Maduro e defendida pelos ex-presidentes Lula e Dilma não prejudique mais ainda a população do país. “O povo da Venezuela é amigo. O país também. O governo da Venezuela é que não está cumprindo o direito de ir e vir, com a liberdade de expressão, com a liberdade de imprensa, com os direitos humanos, direitos políticos. E com isso, é o povo que amarga as privações de direitos básicos”, afirmou.

Um relatório feito pela Secretaria do Mercosul mostrou que, até quarta-feira (30), havia 238 normas pendentes dentre as 1.224 que o país deveria ter adotado. Dos 57 acordos do bloco previstos em seu Protocolo de Adesão, Caracas só havia incorporado 16.

A Venezuela já havia sido impedida de assumir a presidência do bloco após o descumprimento de normas. O Mercosul estava sendo liderado até então por uma presidência colegiada entre os quatro fundadores. A Argentina é a próxima a assumir a presidência do bloco na terceira semana de dezembro.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2gTeGi6