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PF deflagra operação para investigar R$ 90 mi desviados dos fundos de pensão da Petrobras e dos Correios

A Polícia Federal deflagrou, na última sexta-feira (24), a Operação Recomeço, que apura desvios de cerca de R$ 90 milhões em recursos dos fundos de pensão Petros, da Petrobras, e Postalis, dos Correios. De acordo com matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, as irregularidades teriam sido cometidas por meio de investimentos em títulos do Grupo Galileo.

27 de junho de 2016

A Polícia Federal deflagrou, na última sexta-feira (24), a Operação Recomeço, que apura desvios de cerca de R$ 90 milhões em recursos dos fundos de pensão Petros, da Petrobras, e Postalis, dos Correios. De acordo com matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, as irregularidades teriam sido cometidas por meio de investimentos em títulos do Grupo Galileo.

Um dos alvos da ação da PF é o empresário Ricardo Andrade Magro, que é próximo de Marcelo Sereno, ex-assessor de José Dirceu. Magro, que é dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, também é amigo e ex-advogado de Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados. Ele já havia sido citado no Panama Papers, escândalo divulgado pela imprensa em que foram descobertas milhares de contas no paraíso fiscal da América Central.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o Grupo Galileo emitiu títulos de dívida no valor de R$ 100 milhões para recuperar a Universidade Gama Filho em dezembro de 2010. Os valores, entretanto, nunca foram aplicados na universidade, que acabou sendo fechada.

Além das irregularidades investigadas na Operação Recomeço, o MPF também apura possíveis esquemas de desvio envolvendo outros 28 investimentos realizados pelos fundos de pensão Previ, do Banco do Brasil Petros, da Petrobrás e Funcef, da Caixa Econômica Federal, além de outros sete negócios envolvendo o Postalis.

O fim do aparelhamento dos fundos de pensão das estatais é uma das principais bandeiras do PSDB. Relatado no Senado pelo presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, o substitutivo ao Projeto de Lei 388/2015 cria um novo marco para a gestão dos fundos de pensão das empresas estatais. O objetivo da proposta é eliminar a influência político-partidária na indicação de dirigentes e conselheiros de fundos de pensão públicos. O projeto substitutivo apresentado pelo senador já foi aprovado no Senado e tramita agora na Câmara dos Deputados.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29bKRqD