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Projeto de novas eleições é uma “manobra mentirosa” proposta por petistas, afirma Domingos Sávio

Com o fim da etapa dos depoimentos de testemunhas na comissão especial do impeachment no Senado e a proximidade cada vez maior da votação que deve decidir pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff, parlamentares aliados da petista cogitam apresentar uma proposta que pede a realização de novas eleições antes de 2018. De acordo com matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense nesta quinta-feira (30), o objetivo da manobra é convencer os senadores indecisos a votarem contra o impeachment.

30 de junho de 2016

Com o fim da etapa dos depoimentos de testemunhas na comissão especial do impeachment no Senado e a proximidade cada vez maior da votação que deve decidir pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff, parlamentares aliados da petista cogitam apresentar uma proposta que pede a realização de novas eleições antes de 2018. De acordo com matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense nesta quinta-feira (30), o objetivo da manobra é convencer os senadores indecisos a votarem contra o impeachment. Dilma já declarou publicamente seu apoio à realização de um plebiscito para debater o assunto.

Na visão do deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), qualquer tipo de proposta que sugira a realização de novas eleições não encontra qualquer tipo de amparo na legislação vigente no Brasil. Para o tucano, trata-se de uma “manobra mentirosa” arquitetada pelo Partido dos Trabalhadores.

“Uma nova eleição no meio do mandato só ocorreria com praticamente a quebra de uma cláusula pétrea, portanto só uma nova constituinte poderia fazer isso. Nem o Congresso Nacional poderia votar uma emenda à Constituição nesse sentido. Isso sim seria golpismo”, destacou.

“Os petistas são tão incoerentes e tão mentirosos que eles ficam acusando o PSDB e os demais partidos que, em defesa do Brasil, votaram pelo impeachment. Ficam nos acusando de golpistas, mas isso [proposta para novas eleições] sim é golpe. Não se pode, no meio de um mandato, por uma decisão meramente política, marcar novas eleições”, completou o parlamentar mineiro.

A matéria do Correio destaca que mesmo entre os defensores de Dilma não há unanimidade em relação ao projeto. Há dúvidas, por exemplo, sobre como a proposta deve ser levada adiante – as opções apontadas são uma emenda à Constituição, um plebiscito ou uma resolução do Congresso – e se as novas eleições seriam gerais ou somente presidenciais.

Ouvido pela reportagem do jornal brasiliense, o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros, destacou que não acredita que tal projeto tenha sucesso. “Vejo que a única solução posta é a continuidade da presidência”, afirmou.

Para Domingos Sávio, as irregularidades envolvendo a campanha eleitoral de Dilma em 2014 são outro fator que demonstram a inviabilidade da proposta. Segundo ele, o governo Dilma já mostrou não ter “credibilidade” para conduzir eleições no país.

“Dar posse a Dilma novamente, para ela conduzir uma eleição que não é prevista na Constituição brasileira, é promover um golpe, porque é entregar para a chefe da quadrilha a possibilidade de conduzir uma eleição. Ela, que já foi eleita na base da fraude, da corrupção, obviamente não tem credibilidade nenhuma para fazer isso”, argumentou o deputado.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29iYVS4