Notícias

Senador Flexa Ribeiro lamenta a prática recorrente das lideranças do PT que transformam órgãos públicos em cabides de empregos para aliados.

PT mantém prática de oferecer cargos a aliados, mesmo fora do governo

A postura do Partido dos Trabalhadores, seja no governo federal, seja na oposição, é a prova de que velhos hábitos nunca morrem. Reportagem publicada nesta terça-feira (25) pelo jornal Folha de S. Paulo revela que a legenda mantém a prática de oferecer cargos a seus aliados mesmo fora do Executivo. Figuras que atuaram no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo, encontraram empregos com parlamentares do PT no Senado Federal e até mesmo na equipe de transição do ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva, prefeito eleito em Araraquara, no interior de São Paulo.

PT mantém prática de oferecer cargos a aliados, mesmo fora do governo

Brasília (DF) – A postura do Partido dos Trabalhadores, seja no governo federal, seja na oposição, é a prova de que velhos hábitos nunca morrem. Reportagem publicada nesta terça-feira (25) pelo jornal Folha de S. Paulo revela que a legenda mantém a prática de oferecer cargos a seus aliados mesmo fora do Executivo. Figuras que atuaram no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo, encontraram empregos com parlamentares do PT no Senado Federal e até mesmo na equipe de transição do ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva, prefeito eleito em Araraquara, no interior de São Paulo.

A liderança da minoria no Senado abriga parte desses funcionários, chegando a ser apelidada por petistas de “parque dos dinossauros de Dilma”. As contratações teriam, inclusive, sido feitas a pedido da própria ex-presidente. Um dos mais ilustres é o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos investigados pela Polícia Federal na Operação Zelotes. Como assessor contratado em agosto, Carvalho recebe um salário líquido de R$ 15.025,34, mais R$ 924,36 de auxílio-alimentação.

Outros nomes que povoam a liderança da minoria, comandada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), são os de Daisy Barretta, que costumava ser responsável pela agenda de Dilma Rousseff, e Roberto Stuckert, ex-fotógrafo da Presidência. Recém-contratados, os dois têm salários de cerca de R$ 13 mil. Eva Chiavon, que chefiou a Casa Civil nos dois meses que antecederam o afastamento de Dilma Rousseff, também está lotada no gabinete de Lindbergh. O salário líquido da assessora é de R$ 15,8 mil.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) lamentou a prática recorrente das lideranças petistas de transformarem os órgãos públicos em cabides de empregos para seus aliados.

“Só lamento as administrações que estão acolhendo os órfãos do governo Dilma, porque eles vão levar para onde forem as piores práticas que foram realizadas durante o governo petista, ao longo desses 13 anos e meio. Isso já é uma forma recorrente de ação do PT de, ao perderem determinado espaço executivo, migrarem com equipes para outros espaços, até em estados que não têm nada a ver com as pessoas que estão indo. Isso já aconteceu no Pará, em épocas anteriores, e está acontecendo, e a gente vê pelo noticiário, no Brasil inteiro. Municípios em que o prefeito é do PT vão acomodar aqueles que estão sem colocação por terem sido afastados”, constatou o tucano.

‘Extrema confiança’

Já em Araraquara, o prefeito eleito, Edinho Silva, afirmou que todos os ex-componentes do governo federal que integram sua equipe de transição são de “extrema confiança”. Um deles é Manoel de Araújo Sobrinho, ex-chefe de gabinete do petista em Brasília e um dos implicados na Operação Lava Jato, acusado em delação premiada de ter recebido um repasse de R$ 5 milhões de Walmir Pinheiro, ligado à empreiteira UTC. Edinho Silva nega.

Os funcionários Clélia Mara dos Santos e Sinval Alan Ferreira também integram o quadro de transição em Araraquara. Os dois estiveram na Secretaria de Comunicação quando Edinho era ministro. Ferreira também fez parte da equipe de transição de Dilma em 2010.

Mudança ‘de qualidade’

De acordo com a Folha, a intenção de Lindbergh Farias é trazer ainda mais nomes do antigo Poder Executivo para a minoria no Senado, entre eles os ex-ministros Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, e Carlos Gabas, da Previdência. O petista acrescentou que, em alguns momentos, é preciso demitir pessoal para trazer os novos, mas que isso seria uma mudança “de qualidade”.

O senador Flexa Ribeiro alertou para o perigo de que a gestão do presidente Michel Temer seja contaminada pela atuação de quadros petistas e suas velhas e nocivas práticas. Para o tucano, é preciso fazer uma limpeza na administração pública.

“É preciso que o governo Temer possa agir, com uma ação no sentido de fazer uma limpeza nas funções do governo federal, porque muitas delas ainda estão ocupadas, por incrível que pareça, por agentes do Partido dos Trabalhadores que se enraizaram na máquina governamental. É preciso que haja uma ação determinada, forte, do governo Temer, no sentido de livrar a máquina do Executivo brasileiro desse mal que é o Partido dos Trabalhadores”, completou o parlamentar.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2eQj7IH