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Relatório da Comissão da Verdade completa dois anos sem punições a agentes da ditadura militar

Já são dois anos desde o dia em que a Comissão Nacional da Verdade entregou o relatório com a lista dos 377 nomes de agentes das Forças Armadas que cometeram atos de violação aos direitos humanos, sem que os envolvidos fossem julgados. Os integrantes da comissão apresentaram os resultados no dia 10 de dezembro de 2014, para a então presidente Dilma Rousseff, mas a ex-presidente não deu continuidade aos julgamentos, como revela reportagem publicada nesta segunda-feira (19) pelo jornal Estado de Minas.

Já são dois anos desde o dia em que a Comissão Nacional da Verdade entregou o relatório com a lista dos 377 nomes de agentes das Forças Armadas que cometeram atos de violação aos direitos humanos, sem que os envolvidos fossem julgados. Os integrantes da comissão apresentaram os resultados no dia 10 de dezembro de 2014, para a então presidente Dilma Rousseff, mas a ex-presidente não deu continuidade aos julgamentos, como revela reportagem publicada nesta segunda-feira (19) pelo jornal Estado de Minas.

A falta de punição dos indivíduos gerou uma grande frustração entre os defensores dos direitos humanos, pois houve a expectativa de que os resultados das apurações avançassem, já que a comissão era presidida por uma ex-presidente que foi vítima do regime. O deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP) considera contraditória a falta de andamento dos processos.

“Dois anos é um tempo muito longo para que não se tenha tomado nenhuma medida, não se tenha feito aí nenhuma apreciação. É absolutamente contraditório até porque o PT, em especial, a ex-presidente Dilma, ela se mostrou muito sensível ao tema. Até porque ela foi uma das pessoas que sofreu aí as consequências da ditadura, de todo esse processo.”

Miguel Haddad ainda apontou como a continuidade desse relatório é importante para o povo brasileiro.

“A continuidade desse processo representa, acima de tudo, os direitos de cada um como cidadão preservados. Ele significa a democracia prevalecendo de um regime autoritário, e o reconhecimento de quem sofreu por parte da ditadura durante muito tempo às consequências de um regime autoritário. E que não permitia a abertura, não permitia a livre imprensa, a livre manifestação.”

O relatório final da Comissão da Verdade indica 434 mortos e desaparecidos durante o regime militar, sendo que 210 pessoas que sumiram após serem presas acusadas de “terrorismo” ou “subversão” permanecem sem que o paradeiro dos corpos seja conhecido. Durante as investigações da comissão, cadáveres de 33 desaparecidos foram localizados.

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem do Estado de Minas.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2hDf5b5