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Réu na Lava Jato, Lula insiste na possibilidade de disputar as eleições presidenciais em 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste em colocar o seu nome como um dos “presidenciáveis” para as eleições de 2018, mesmo réu em três ações da Operação Lava Jato. Durante evento realizado em Belo Horizonte (MG) na noite desta segunda-feira (28), o petista voltou a sugerir a possibilidade de disputar as próximas eleições presidenciais, atacou a imprensa, o governo do presidente Michel Temer e o Ministério Público.

Brasília (DF) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste em colocar o seu nome como um dos “presidenciáveis” para as eleições de 2018, mesmo réu em três ações da Operação Lava Jato. Durante evento realizado em Belo Horizonte (MG) na noite desta segunda-feira (28), o petista voltou a sugerir a possibilidade de disputar as próximas eleições presidenciais, atacou a imprensa, o governo do presidente Michel Temer e o Ministério Público. As informações são de reportagem do jornal Valor Econômico.

Lula é acusado na Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, recebimento de vantagens indevidas e tráfico de influência. Mesmo enfrentando a possibilidade de condenação no maior esquema de corrupção que o país já viu, o ex-presidente falou em “tomar o país de volta e consertar”. O petista também acusou o governo Temer de inação, optando por uma fórmula única de cortar despesas e investimentos.

“Acontece que ninguém faz nada”, disse Lula. “Se essa gente não sabe governar, pede desculpa para nós e vão embora. Deixa a gente governar. A gente sabe governar”, afirmou.

Para o deputado federal Fabio Sousa (PSDB-GO), uma possível candidatura de Lula à Presidência da República seria como um desafio à população brasileira e às instituições.

“Enquanto ele for réu, ele pode ser candidato. Não poderá sê-lo se for condenado e assim perder os direitos políticos. Agora, que é um desafio à sociedade brasileira, isso é. Depois de tudo o que aconteceu, de toda a sua responsabilização, ele insistir é um desatino. Essa candidatura vai depender da Justiça”, considerou.

O tucano destacou que Lula não tem credibilidade ou legitimidade para criticar as medidas econômicas tomadas pela equipe de Temer, visto que foi a gestão do próprio PT que afundou a economia do país, e rechaçou a declaração do petista de que eles “sabem governar”.

“O Michel Temer só está corrigindo, economicamente falando, os erros econômicos que ele [Lula] e, principalmente, a pupila dele, a Dilma [Rousseff], fizeram. Essas medidas drásticas que estão sendo tomadas são necessárias exatamente pelo fato dos erros planejados, para ganhar as eleições, que cometeram”, ressaltou.

“A marca do governo do PT é a Dilma. Daí a gente já vê bem se eles sabem ou não governar. Isso já diz tudo. Na maioria dos lugares onde o PT assumiu, também foram gestões que não deram certo. É só ver o resultado das últimas eleições municipais”, argumentou o parlamentar.

Ministério Público

Ao lado do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), também investigado pela Operação Acrônimo por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula disse ainda que não cometeu nenhuma irregularidade: se encontrarem algo, que o punam. Mas, se não, que o peçam desculpas. O petista ainda atacou o Ministério Público, afirmando que “um bando de jovens procuradores resolve contar casos” e acusá-lo sem provas, e repetiu o discurso de que “muitas das investigações estão sendo feitas para atender aos meios de comunicação”.

O deputado Fabio Sousa rebateu as declarações de Lula: “Falar mal do Ministério Público já virou rotina. Acharam que ele iria elogiar?”, ironizou.

“O Ministério Público está em cima dele, lógico que ele não vai elogiar. O certo, o correto da defesa dele, seria buscar argumentos que o defendam. Talvez pelo fato de ele não ter esses argumentos, fatos que venham defendê-lo das suas acusações, é que ele faz ataques”, completou o tucano.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal Valor Econômico.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2g5P5ll