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“Se alguém tem que ouvir a Dilma, é a polícia”, rebate tucano sobre críticas da petista ao ajuste fiscal

Em resposta à campanha publicitária “Equilibrar as contas públicas. Isso é governar com responsabilidade”, lançada pelo governo do presidente Michel Temer, nesta quarta-feira (5), para justificar à população a necessidade de um ajuste fiscal e da aprovação de medidas como a PEC do Teto de Gastos e a reforma da Previdência, a ex-presidente Dilma Rousseff publicou em seu site um texto acusando a propaganda de ser “enganosa” e trazer “malabarismos e ficção”.

7 de outubro de 2016

Brasília (DF) – Em resposta à campanha publicitária “Equilibrar as contas públicas. Isso é governar com responsabilidade”, lançada pelo governo do presidente Michel Temer, nesta quarta-feira (5), para justificar à população a necessidade de um ajuste fiscal e da aprovação de medidas como a PEC do Teto de Gastos e a reforma da Previdência, a ex-presidente Dilma Rousseff publicou em seu site um texto acusando a propaganda de ser “enganosa” e trazer “malabarismos e ficção”. As informações são de reportagem desta sexta-feira (7) do jornal O Globo.

No texto, Dilma Rousseff, afastada definitivamente da Presidência da República por ter cometido crime de responsabilidade, nega que a situação encontrada por Temer na economia seja grave, e se refere ao peemedebista como um “usurpador”, que sacrifica o povo e os trabalhadores. A petista diz ainda que a PEC do Teto dos Gastos se trata de uma “maquiagem grosseira para enganar a sociedade e o povo brasileiros”.

O deputado federal Paulo Martins (PSDB-PR) rebateu as acusações da petista. O tucano lembrou que a maquiagem contábil foi justamente o artifício escolhido pela equipe econômica de Dilma Rousseff para tentar esconder dos brasileiros a real extensão do rombo nas contas públicas. O parlamentar acrescentou que, se alguém deve dar ouvidos à ex-presidente, é a polícia, já que a petista ainda tem muitas explicações a dar.

“O Brasil não tem que dar ouvidos à Dilma. Se alguém tem que ouvir a Dilma, é a polícia, porque ela é uma das chefes dessa organização criminosa que assaltou a Petrobras, quebrou o Brasil e que levou, inclusive, o próprio governo dela ao fim, com as pedaladas fiscais comprovadas pelo TCU [Tribunal de Contas da União] e todo o processo de impeachment. Ela presidiu o Conselho de Administração da Petrobras, estava lá para avalizar todo o roubo que foi feito na empresa, então se alguém tem que dar ouvidos a ela é a polícia, são os investigadores, é o Ministério Público”, disse.

Brasil no vermelho

A campanha publicitária, veiculada em jornais e TVs a partir desta semana, fala da necessidade de “tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer”. A peça relata a grave situação encontrada pelo governo Temer nas contas públicas, o que inclui os prejuízos bilionários da Petrobras e da Eletrobras, obras públicas inacabadas e com o orçamento estourado e a dívida de R$ 323 bilhões que o Tesouro Nacional adquiriu para emprestar dinheiro ao BNDES.

Ainda assim, Dilma Rousseff insistiu em classificar os fatos apresentados como uma tentativa de “desmontar a realidade e demonizar o PT e a oposição”,

Para Paulo Martins, a ex-presidente petista não tem prerrogativa para discutir a economia ou a gestão do país. “Dilma não tem autoridade nenhuma para falar sobre a economia do país. Os números são claros. A dificuldade é imensa, é real, e o Brasil tem que tratar de resolver essas questões, não tem mais que dar ouvidos à essa senhora dissimulada que, lamentavelmente, fez parte da nossa história, mas será esquecida e vai receber o castigo que merece, que é o esquecimento total”, considerou.

‘PEC da Realidade’

O tucano destacou ainda que a necessidade de impor ao país um teto para os gastos públicos não é a vontade do governo Temer, mas uma necessidade e a realidade em que o Brasil se encontra.

“Acho até que o governo erra quando fala em PEC do Teto de Gastos. Tem que chamar simplesmente de PEC da Realidade. O Brasil tem que disciplinar as contas que foram arrebentadas pelo governo do PT. É uma questão simples: não se pode gastar mais do que se arrecada. Hoje nós temos uma dívida muito grande, então temos que cumprir as obrigações que todo Estado tem, e ainda administrar uma dívida. É natural que o orçamento seja tratado de forma racional, e não inconsequente, endividando, aumentando o comprometimento do orçamento como foi feito nas gestões do PT”, salientou o deputado.

“Agora, cabe ao governo, à base aliada, ir demonstrando isso para a população, para que todos entendam. O cidadão precisa compreender o que está sendo feito, e não deixar que o PT conte a sua mentira sozinho e iluda a população, dizendo que o governo está tentando cortar gastos simplesmente para prejudicar a população. Não. O governo está apenas disciplinando o dinheiro que é do próprio povo”, completou Paulo Martins.

Leia AQUI a íntegra da reportagem publicada no jornal O Globo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dJFxx8