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Senador tucano rebate declaração de ex-líder de Dilma e diz que impeachment é processo técnico

O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) afirmou nesta quarta-feira (20) que o processo de impeachment em curso no Congresso é respaldado por decisões técnicas e pareceres de instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU) e as comissões especiais de Câmara e Senado. A fala do tucano rebate as declarações do deputado federal José Guimarães (PT-CE), que disse que “do ponto de vista técnico” o impeachment já é “batalha vencida”.

20 de julho de 2016

O senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) afirmou nesta quarta-feira (20) que o processo de impeachment em curso no Congresso é respaldado por decisões técnicas e pareceres de instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU) e as comissões especiais de Câmara e Senado. A fala do tucano rebate as declarações do deputado federal José Guimarães (PT-CE), que disse que “do ponto de vista técnico” o impeachment já é “batalha vencida”. O petista, ex-líder do governo Dilma Rousseff, referiu-se à decisão do procurador Ivan Cláudio Marx que apontou improbidade nas pedaladas cometidas pela presidente afastada, mas não identificou crime.

Ataídes, que é integrante da Comissão do Impeachment, explicou que a decisão do procurador não vai interferir no andamento do processo de afastamento definitivo de Dilma. “Contra essa opinião [do procurador] há um plenário do TCU, um plenário da Comissão de Impeachment, diversos juristas. Isso não vai atrapalhar absolutamente nada no processo junto à Comissão de Impeachment no Senado, que é quem dá a palavra final. Hoje, o Senado tem 60 votos contra 20 [contrários ao impeachment], mas a nossa expectativa é de conseguir 62 votos”, afirmou.

O senador disse que a consolidação do impeachment é uma questão de tempo e que, além das “pedaladas fiscais”, Dilma cometeu uma série de outros crimes que justificam o impedimento. “Lá pelo dia 25 [de agosto], mais ou menos, o governo do PT será página virada na história do Brasil. Eu queria que a presidente Dilma estivesse sendo afastada por outros crimes que também cometeu como, por exemplo, crime de obstrução da Justiça, crime de desobediência legal, extorsão, crime eleitoral, improbidade administrativa, porque isso daria cadeia e não apenas a perda do mandato”, disse.

O senador concluiu dizendo que “o povo brasileiro pode ficar despreocupado. Esses parlamentares [petistas e aliados] estão alienados e comemorando de forma equivocada e antecipada”.

Fonte: Site do PSDB

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