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Polícia Federal também investiga se cobertura usada por Lula, em São Bernardo do Campo (SP), teria sido comprada com dinheiro da Odebrecht.

Um terceiro imóvel usado por Lula, entra na lista de suspeitas da PF

A cada dia que passa, o cerco da Operação Lava Jato se fecha em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além do petista ser acusado de ter recebido vantagens indevidas na forma de reformas em um sítio, em Atibaia (SP), e um tríplex no Guarujá (SP), a Polícia Federal investiga agora se uma cobertura usada por Lula em São Bernardo do Campo (SP) teria sido comprada com dinheiro da Odebrecht.

Um terceiro imóvel usado por Lula, entra na lista suspeitas da PF

Brasília (DF) – A cada dia que passa, o cerco da Operação Lava Jato se fecha em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além do petista ser acusado de ter recebido vantagens indevidas na forma de reformas em um sítio, em Atibaia (SP), e um tríplex no Guarujá (SP), a Polícia Federal investiga agora se uma cobertura usada por Lula em São Bernardo do Campo (SP) teria sido comprada com dinheiro da Odebrecht. As informações são de reportagem publicada nesta quarta-feira (26) pelo jornal O Globo.

Morador do apartamento 122 do edifício Green Hill, em São Bernardo, desde 2000, Lula alugou o imóvel vizinho, de número 121, para ser usado por agentes que cuidavam de sua segurança, durante o período em que foi presidente e mesmo depois. O apartamento pertence a Glaucos da Costa Marques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula. O problema é que, em 2010, Glaucos recebeu R$ 800 mil reais da DAG Construtora, investigada por ser usada pela Odebrecht em negócios ilícitos, e pouco depois, adquiriu o imóvel e passou a alugá-lo para Lula.

A suspeita dos investigadores é que a operação tenha sido simulada para dar caráter formal ao uso do apartamento. Vale destacar que a DAG Construtora foi usada pela Odebrecht para bancar despesas do avião usado por Lula no ano de 2013, em viagens aos Estados Unidos, Cuba e República Dominicana. O voo, classificado como “sigiloso”, custou R$ 435 mil. A DAG também foi intermediária na compra do imóvel que seria destinado a funcionar como sede do Instituto Lula. A ideia acabou não saindo do papel, mas a compra foi registrada por R$ 6,8 milhões. O prédio estava à venda por R$ 10 milhões, e tinha débitos de impostos.

Para o deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE), as denúncias que surgem a cada dia envolvendo o ex-presidente Lula são um caminho sem volta: resta à população cobrar as devidas explicações e esperar que a Justiça seja feita.

“A gente está aguardando que as investigações se concretizem, mas o que a gente sente é que os ataques que têm sido feitos à Lava Jato são intensos. Vários parlamentares do PT, inclusive, já chegaram a entrar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Moro. O importante é que se dê independência para que a Justiça faça essa investigação. A população está ansiosa para ver esclarecido todo esse assunto, para que todos possam efetivamente saber o que aconteceu, se ele [Lula] recebeu favores indevidos ou não. Se for o caso, que seja punido como manda a lei”, disse o parlamentar.

Vantagens indevidas

Para complicar ainda mais a situação do ex-presidente da República, uma das principais testemunhas no caso do sítio em Atibaia, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, negocia um acordo de delação premiada em que pretende entregar informações sobre a reforma da propriedade e sobre viagens que fez com Lula, de quem é amigo, para países da África e América Latina.

A reforma do sítio Santa Bárbara foi feita por meio de um consórcio informal composto pela Odebrecht, pela construtora OAS e o pecuarista Bumlai. As obras foram iniciadas em 2010, enquanto Lula ainda ocupava a Presidência, o que poderia configurar o recebimento de vantagens indevidas pelo petista, em troca de favores prestados às empresas que cuidaram da reforma.

Ataques da defesa

Apesar das acusações da Polícia Federal e do Ministério Público se amontoarem, a defesa de Lula se limita a fazer ataques às instituições e aos procuradores e juízes envolvidos, tentando deslegitimar as investigações. Em nota, o Instituto Lula afirmou que o petista é vítima de uma perseguição política que manipula recursos jurídicos e espalha “suspeitas difusas sem base real para destruir a imagem de um líder político e inabilitá-lo a disputar eleições”.

“É até uma argumentação parecida com a que tem sido usada pelo Eduardo Cunha [ex-presidente da Câmara dos Deputados]”, constatou o deputado Daniel Coelho.

“Não dá para a gente aceitar nenhum tipo de insinuação nesse sentido. Nós temos que proteger a Justiça, que está trabalhando e fiscalizando os fatos, e não fazendo qualquer tipo de ação vinculada à política. Se ele [Lula] cometeu o crime, vai ter que pagar. Nós não podemos aceitar que a Justiça brasileira seja atacada. Ela faz o seu papel, e cada um deve responder por aquilo que fez”, completou o tucano.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal O Globo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2eJ9NKh