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Tucanos criticam tese de nova eleição para presidente defendida por PT: “é inconstitucional”

Com a possibilidade real de a presidente afastada Dilma Rousseff não retornar ao Palácio do Planalto, a tese de convocação de novas eleições ganhou força entre caciques e senadores do PT. O próprio ex-presidente Lula teria confidenciado a aliados que Dilma não tem chances reais de reassumir a Presidência, uma vez que a maioria da população não deseja que a petista assuma novamente o comando do país.

4 de julho de 2016

Com a possibilidade real de a presidente afastada Dilma Rousseff não retornar ao Palácio do Planalto, a tese de convocação de novas eleições ganhou força entre caciques e senadores do PT. O próprio ex-presidente Lula teria confidenciado a aliados que Dilma não tem chances reais de reassumir a Presidência, uma vez que a maioria da população não deseja que a petista assuma novamente o comando do país.

De acordo com matéria do jornal Correio Braziliense desta segunda-feira (4), o ex-presidente Lula chegou a dizer que “o povo não quer a volta dela” em conversa com alguns correligionários há duas semanas, na sede do instituto que leva seu nome, em São Paulo. A constatação, segundo o jornal, veio pela postura de Dilma que, mesmo afastada há quase 60 dias da Presidência, não teria feito autocrítica sobre os erros cometidos em seu governo, tanto na política quanto na economia, e nem apresentado uma plataforma com novas sugestões para tirar o país da crise. Além disso, segundo o jornal, o PT e os movimentos sociais não conseguiram mobilizar os simpatizantes da petista pelo país para pedir a sua volta.

Segundo o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), o Congresso não pode sequer examinar uma proposta de novas eleições porque é uma agressão à Constituição. “A previsibilidade para marcar uma nova eleição só é aceita na hipótese de um mandato seguinte. Logo, seria uma proposta que feriria uma cláusula pétrea da Constituição e, portanto, não tem a menor possibilidade de acontecer”, disse o tucano, que é advogado e juiz do Tribunal Regional Eleitoral.

“A população brasileira não deseja uma eleição para presidente da República, ela quer é estabilidade deste governo que aí está para fazer a transição para 2018. Nós temos uma razão d,e ordem política, até por falta de apoio popular, seja o retorno da Dilma ou a marcação de nova eleição, e temos uma impossibilidade constitucional, porque essa aventura imaginada por Dilma fere frontalmente a Constituição”, explicou Abi-Ackel.

Segundo o parlamentar, a tese defendida pelo PT é a constatação da realidade de que “ninguém quer mais a Dilma”. “E mesmo que houvesse uma eleição, que é impossível, é inconstitucional, o PT não teria a menor chance de ter êxito nessa eleição”, destacou.

Para o deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP), que também é advogado, o PT reconhece, de forma tardia, que a presidente afastada Dilma não reúne condições de retornar. “Não só pela dificuldade que ela tem frente ao Senado, mas também pela falta de liderança para poder conduzir o país frente nessa crise que é de responsabilidades deles. Há hoje o reconhecimento de que a Dilma não tem condições de retomar o posto”, disse.

O tucano paulista também afirmou que uma nova eleição é uma medida inconstitucional. “A Constituição não prevê isso, é uma medida desesperada por parte do PT de tentar salvar alguma coisa num novo processo. O que o PT não consegue é se acostumar a ficar fora do poder. O partido se acostumou com as benesses do poder frente ao tipo de governo que eles vinham se desenvolvendo e não conseguem ficar longe desse processo de corrupção, de vantagens financeiras, o uso do poder como um todo, inclusive, no uso de aviões, passaportes diplomáticos e influência”, criticou Miguel Haddad.

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Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29tZaKv