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Somente neste ano, 2,2 milhões de novas unidades de moedas sociais passaram a circular em todo o Brasil gerenciados por bancos comunitários.

Crise aumenta circulação de moeda social em comunidades carentes

Em meio à recessão econômica que o Brasil está mergulhado há dois anos, as comunidades mais carentes do país vêm recorrendo ao uso de moedas sociais, que são emitidas pelos bancos comunitários instalados dentro dos próprios bairros, nas mais diversas cidades. Somente neste ano, 2,2 milhões de novas unidades de moedas sociais passaram a circular em todo o Brasil. O número equivale ao dobro em relação ao ano passado, como revela reportagem divulgada nesta terça-feira (11) pela TV Globo.

11 de outubro de 2016

Em meio à recessão econômica que o Brasil está mergulhado há dois anos, as comunidades mais carentes do país vêm recorrendo ao uso de moedas sociais, que são emitidas pelos bancos comunitários instalados dentro dos próprios bairros, nas mais diversas cidades. Somente neste ano, 2,2 milhões de novas unidades de moedas sociais passaram a circular em todo o Brasil. O número equivale ao dobro em relação ao ano passado, como revela reportagem divulgada nesta terça-feira (11) pela TV Globo.

Cidadãos que recorrem aos bancos comunitários encontram mais facilidade na hora de abrir contas, conseguir crédito e pegar empréstimos. Com uma taxa de juros menor, o pagamento pode variar dentro de 1% a 3% ao mês. Se o dinheiro emprestado for em moeda social, o custo de juros é zero. A diferença é que a moeda social só pode ser usada dentro da própria comunidade.

Para o deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), a adoção de medidas alternativas pela população mais carente é uma forma de sobreviver em meio à crise econômica iniciada durante governo Dilma Rousseff.

“Além da corrupção, da má gestão, do desequilíbrio das contas públicas,  criou a maior crise econômica da história do país, isso sem contar os 12 milhões de desempregados que estão afetando, principalmente, as camadas mais humildes da população. Essas famílias também sofrem o empobrecimento – assim como todos os brasileiros. Então, estão surgindo alternativas para tentar minimizar essa crise, porque a população está realmente desesperada.”

Vitor Lippi ressaltou a fragilidade das camadas mais carentes da população brasileira. O tucano também citou a aprovação da PEC 241/16, que fixa um teto para os gastos públicos por 20 anos, como uma medida essencial para salvar a economia do país.

“Isso mostra a gravidade não apenas da questão econômica, mas também da fragilidade social em que se encontram as famílias. Em especial, as comunidades  mais simples, mais humildes do país. Nós esperamos, obviamente, que com esse trabalho da Casa, com o esforço da Câmara Federal e do Senado, e com a aprovação da PEC 241, exigindo responsabilidade fiscal, que nós possamos ter uma minimização dessa grave condição econômica.”

Clique aqui para assistir a reportagem da TV Globo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2dM1Frl