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Uso político de estatais no governo Dilma leva Correios pedirem socorro de R$ 6 bi ao Tesouro

A atuação politizada foi responsável por um prejuízo de R$ 2,1 bilhões na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em 2015 – o maior rombo da história da estatal. Este ano, as perdas já passam de R$ 900 milhões e, somente nos primeiros cinco meses deste ano, a empresa desembolsou R$ 60 milhões em indenizações por falhas no serviço de entregas.

30 de junho de 2016

A atuação politizada foi responsável por um prejuízo de R$ 2,1 bilhões na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em 2015 – o maior rombo da história da estatal. Este ano, as perdas já passam de R$ 900 milhões e, somente nos primeiros cinco meses deste ano, a empresa desembolsou R$ 60 milhões em indenizações por falhas no serviço de entregas.

Para o deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), o aparelhamento político e partidário dos Correios, efeito da gestão da presidente afastada Dilma Rousseff, trouxe não só prejuízos ao erário público, mas também aos funcionários e acelerou a deterioração dos serviços postais e telégrafos.

“Mais uma gestão desastrosa do PT e ainda em umas das áreas que sempre foi importante e bem-avaliada pelos brasileiros. Os Correios não acompanharam a necessidade da população, o serviço piorou muito de qualidade e, além disso, a má gestão ainda trouxe um gravíssimo desequilíbrio nas finanças dos Correios, ainda agravados pelos escândalos de corrupção nos fundos de pensão. Os funcionários terão, nas próximas décadas, pagar por esse prejuízo causado pelo PT com parte dos seus salários. É lamentável, mais uma péssima contribuição do PT aos brasileiros”, criticou o parlamentar.

Diante do caos instalado pela ingerência política e escândalos de corrupção, o novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, pedirá ao Tesouro Nacional uma injeção de R$ 6 bilhões para a estatal. De acordo com matéria do jornal O Estado de S.Paulo desta quinta-feira (30), o valor foi calculado com base no montante que a companhia repassou à sua controladora, a União, nos últimos anos, acima dos 25% exigidos.

Segundo o tucano, o uso político eleitoral e partidário é mais uma motivo para a sanção do projeto de Lei que estabelece novas regras de administração das empresas estatais. Relatada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), a chamada Lei de Responsabilidade das Estatais foi aprovada no Senado, no último dia 21 de junho. “Além da péssima gestão e corrupção, fica claro o uso político eleitoral e partidário dos Correios pelo PT. É realmente lamentável, portanto, acho oportuna a iniciativa de criar regras para exigir dos gestores e dos fundos de pensão pré-requisitos para que não voltem a acontecer esses gravíssimos prejuízos ao poder público e à sociedade”, disse Lippi.

Em entrevista ao Estadão, o presidente dos Correios afirmou que não está discutindo o que foi retirado da estatal pelo governo Dilma, mas que “foi além da capacidade de sobrevivência da empresa”. “Foi feita essa retirada de sangue da empresa, uma transfusão. Agora, precisamos de um pouco do doador; ter de volta aquilo que foi retirado para além do que é legalmente imposto”, disse Campos ao jornal, ressaltando que a estatal deve recorrer a um empréstimo no segundo semestre para conseguir honrar seus compromissos, incluindo salários de empregados e encomendas de fornecedores, além de fazer uma estruturação para vender alguns ativos.

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Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29aQEP8