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Vecci responsabiliza “economia fechada” e educação falha por baixos investimentos em inovação no Brasil

Mesmo antes de a crise econômica atingir mais intensamente o Brasil, o nível de investimento das empresas em inovação ainda estava muito abaixo do ideal, ao longo do segundo mandato Lula e do primeiro mandato Dilma. É o que revela a Pesquisa de Inovação (Pintec) divulgada este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, apenas 36% das empresas pesquisadas investiu em inovação entre 2011 e 2014, número quase idêntico ao do triênio anterior (2009-2011), quando 35,7% das instituições fizeram esse tipo de aplicação.

Mesmo antes de a crise econômica atingir mais intensamente o Brasil, o nível de investimento das empresas em inovação ainda estava muito abaixo do ideal, ao longo do segundo mandato Lula e do primeiro mandato Dilma. É o que revela a Pesquisa de Inovação (Pintec) divulgada este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, apenas 36% das empresas pesquisadas investiu em inovação entre 2011 e 2014, número quase idêntico ao do triênio anterior (2009-2011), quando 35,7% das instituições fizeram esse tipo de aplicação. As informações são de matéria publicada pelo jornal Valor Econômico nesta terça-feira (20).

A pesquisa do IBGE também revela que somente 2,54% das receitas líquidas dessas empresas, ou R$ 81,5 bilhões, foram investidos para desenvolver novos processos e produtos. Trata-se de uma ligeira queda na comparação com os 2,56% investidos entre 2009 e 2011. No caso específico da indústria, setor que representa 87% das instituições avaliadas pela Pintec, este percentual é ainda mais baixo: 2,12%. Com o agravamento da recessão, especialmente nos últimos dois anos, é provável que esses índices tenham piorado ainda mais no país.

Na visão do economista e deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB-GO), os baixos investimentos em inovação no Brasil resultam principalmente do cenário de crise econômica – que obriga as empresas a gastarem os poucos recursos que possuem tentando sobreviver – e da persistência de estruturas que dificultam o processo de inovação no país, como medidas protecionistas que inibem a entrada de investimentos estrangeiros no mercado nacional.

“Com esse custo que nós temos no Brasil – custo tributário, custo da burocratização, custo do fechamento da economia – fica muito difícil cobrar das empresas um processo maior de inovação. E quanto menos nós inovarmos, mais difícil vai ser nós competirmos em nível internacional. Nós, por enquanto, estamos competindo em commodities. Em commodities nós vamos bem. Em outro setor industrial de uma forma mais ampla, não”, avaliou o parlamentar.

A reportagem do Valor Econômico destaca que os baixos investimentos em inovação são explicados por fatores como a queda nas vendas, a desaceleração da economia e a instabilidade política do país. Segundo a Pintec, um dos principais motivos apontados pelas empresas pesquisas é o custo elevado para inovar, aspecto apontado por 86% das instituições. Na sequência aparecem os riscos econômicos excessivos (82,1%), a escassez de financiamento (68,8%) e a falta de pessoal qualificado (66,1%).

Giuseppe Vecci acredita que, além desses fatores, a educação, principalmente em nível superior, também pode ajudar a aumentar o grau de investimentos em inovação das empresas brasileiras, por meio de parcerias com o setor privado. “As faculdades, as academias, as universidades têm que deixar de fazer só a inovação de interesse dela, mas também em aliança com o setor privado, para que possam cada vez mais avançar”, ressaltou o tucano.

Clique aqui para ler a matéria do Valor Econômico.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2hZHHt3