Números

Apesar da recessão, empresas revertem prejuízo

O primeiro levantamento completo sobre o desempenho das grandes companhias brasileiras em 2016 mostra que elas acusaram o golpe do segundo ano consecutivo de recessão. As mil maiores empresas que divulgam balanços tiveram uma queda real de receita líquida de 4% no ano passado – o crescimento nominal (não deflacionado) foi de 2,1%. Esses dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a Serasa e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) para a formação do ranking do “Valor 1000”, que será divulgado em agosto, trazendo também as empresas campeãs em 25 setores da economia.

24 de julho de 2017

O primeiro levantamento completo sobre o desempenho das grandes companhias brasileiras em 2016 mostra que elas acusaram o golpe do segundo ano consecutivo de recessão. As mil maiores empresas que divulgam balanços tiveram uma queda real de receita líquida de 4% no ano passado – o crescimento nominal (não deflacionado) foi de 2,1%.

Esses dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Valor em parceria com a Serasa e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) para a formação do ranking do “Valor 1000”, que será divulgado em agosto, trazendo também as empresas campeãs em 25 setores da economia.

Os números do anuário “Valor 1000” indicam que o crescimento nominal do faturamento em 2016 foi o segundo pior da série histórica do ranking – um desempenho somente melhor que o de 2009, ano marcado pela ressaca da crise financeira internacional. A expansão nominal ficou muito aquém da observada em 2015 (7,5%) e em 2014 (8,9%).

Em termos reais, a variação da receita líquida ficou negativa pelo segundo ano consecutivo. A queda de 4% computada em 2016 também só não foi pior que o resultado de 2009 (-5,2%). O desempenho ainda foi ajudado pelo processo contínuo de redução da inflação, que levou Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a encerrar o ano em 6,29% -ante os 10,67% em 2015.

Os dados de “Valor 1000” mostram também que, mesmo diante de um cenário econômico e político adverso e com menor capacidade de geração de receitas, esse time de elite das empresas brasileiras foi capaz de entregar resultados positivos em uma série de rubricas, com especial destaque para a linha final de seus balanços, o lucro líquido.

De 2015 a 2016, houve reversão de um conjunto prejuízo de R$ 66,1 bilhões para um lucro líquido de R$ 92,3 bilhões. As perdas por redução ao valor recuperável de ativos (“impairment”), novidade introduzida no Brasil na esteira da adoção do padrão internacional de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês), voltaram a ocorrer em 2016, mas a intensidade foi muito menor.

Parte da contribuição para o resultado final fechar no azul em 2016 foi uma série de melhoras nosda contribuição para o resultado final fechar no azul em 2016 foi uma série de melhoras nos desempenhos de importantes players do ranking, a exemplo da mineradora Vale, que reverteu um prejuízo líquido de R$ 44,2 bilhões, em 2015, para um lucro líquido de R$ 13,3 bilhões, no ano passado.

O ranking aponta também para uma redução das despesas financeiras das empresas, que passaram de R$ 443,3 bilhões (2015) para R$ 265 bilhões (2016), em um cenário de menor volatilidade de juros e câmbio.
A queda contribuiu para que o indicador de cobertura de juros, que tinha atingido o menor nível da série histórica em 2015, invertesse a curva.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2utsl8v