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Após saída de Dilma, Inflação registra menor taxa para o mês desde 2015

No início de uma reação da economia após a saída da presidente afastada, Dilma Rousseff, a inflação desacelerou em junho, ao registrar 0,35%, segundo informou nesta sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a menor registrada desde agosto de 2015 e ficou abaixo da verificada em maio, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi de 0,78%.

8 de julho de 2016

No início de uma reação da economia após a saída da presidente afastada, Dilma Rousseff, a inflação desacelerou em junho, ao registrar 0,35%, segundo informou nesta sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a menor registrada desde agosto de 2015 e ficou abaixo da verificada em maio, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi de 0,78%.

Segundo o IBGE, todos os grupos de despesas que entram no cálculo do IPCA mostraram taxas menores de maio para junho. Apesar de terem apresentado menor aumento de maio para junho, o preço dos alimentos foi o que mais pesou sobre a inflação geral percebida pelo consumidor brasileiro no mês passado.

Ficaram mais caros o feijão-carioca e o leite longa vida. Ficaram mais baratos, no entanto, a cenoura e a cebola que vinham apresentando alta nos últimos meses.

No ano, o IPCA acumula avanço de 4,42%. Em 12 meses, o indicador sobe 8,84% – ficando abaixo de 9% pela primeira vez desde junho do ano passado.

A taxa de água e esgoto também contribuíram para a inflação mais baixa em junho. De 10,37%, a alta desse serviço passou para 2,64%. Também subiram menos as roupas, de 1,88% para 0,85%, produtos farmacêuticos, de 3,10% para 0,65%, e cigarro, de 9,33% para 0,61%.

Para o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), os bons resultados podem ser atribuídos ao início dos trabalhos da nova equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer, e à saída da presidente afastada da Presidência. “Essa reação já era esperada porque a crise maior é a crise de credibilidade. A saída dela [Dilma] trouxe a esperança de recuperação da econômica. Os investidores já começaram a voltar os olhares para cá outra vez”, disse.

O tucano demonstrou otimismo em relação à economia brasileira com o desenrolar do processo de impeachment no Senado. “Depois que a presidente sair definitivamente, a tendência é melhorar mais ainda. A inflação vai diminuir e os investimentos vão aumentar. Estudos apontam um crescimento econômico já em 2017. Isso tudo já é reflexo da mudança de governo”, concluiu.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29rexm1