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Brasil fica de fora da lista dos dez principais parceiros comerciais da União Europeia

As marcas do desgoverno da gestão petista na economia continuam a aparecer. O Brasil, que até 2015 figurava entre os dez principais parceiros comerciais da União Europeia, deve terminar 2016 fora dessa lista. O país perdeu a 10ª posição para o Canadá, que exportou o equivalente a US$ 25 bilhões para a União Europeia, de janeiro a outubro deste ano, e importou US$ 30,4 bilhões.

Brasília (DF) – As marcas do desgoverno da gestão petista na economia continuam a aparecer. O Brasil, que até 2015 figurava entre os dez principais parceiros comerciais da União Europeia, deve terminar 2016 fora dessa lista. O país perdeu a 10ª posição para o Canadá, que exportou o equivalente a US$ 25 bilhões para a União Europeia, de janeiro a outubro deste ano, e importou US$ 30,4 bilhões.

De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (22) pelo jornal Folha de S. Paulo, um dos motivos que levaram o Brasil a perder sua posição entre os principais parceiros da União Europeia foi a redução em 17% das importações do bloco de produtos primários, entre eles as commodities, base da economia brasileira. No quesito parceria, o Brasil fica atrás de países como a China, que ocupa o segundo lugar, Coreia do Sul, oitava colocada, e Índia, nona colocada.

Integrante da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP) destacou que a perda da competitividade brasileira pode ser atribuída a vários fatores.

“O principal deles é que caiu muito a produtividade, no caso da indústria. As commodities também perderam valor porque a crise na Europa, há dois anos atrás, estava muito forte. Além disso, o Brasil passa agora por uma crise grave, não só econômica como política. Isso aumenta a insegurança. Mas o principal problema continua sendo a produtividade, as barreiras tarifárias”, explicou.

O parlamentar ressaltou que, dentre as diversas falhas do governo do PT à frente da economia brasileira, estão o pífio estímulo à industrialização e a falta de acordos bilaterais com as demais nações do planeta, a exemplo do que fez o Canadá.

“O Canadá, ao contrário do nosso país, tem um mercado cativo, norte-americano e europeu. São acordos bilaterais. O Brasil ficou muito tempo sendo dependente do Mercosul, não fez os acordos que outros países fizeram adiantadamente. Todos esses fatores levaram o Brasil a perder essa posição para o Canadá”, apontou.

Para Silvio Torres, o prolongado período de desindustrialização a que o Brasil foi submetido, durante os 13 anos de gestão dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, pode ser revertido, mas o processo vai levar algum tempo e vai depender das reformas que serão iniciadas pelo governo do presidente Michel Temer.

“A indústria ainda está com capacidade ociosa grande, o consumo continua caindo, o desemprego tem risco de aumentar, as condições estão mais inseguras. O governo está buscando tomar algumas medidas pontuais, para animar alguns setores, mas o que vai fazer o país voltar a se recuperar vão ser novos investimentos, o que depende de reformas mais estruturais que ainda estão para acontecer, como a reforma da Previdência, a tributária, a trabalhista. Ainda vai haver um tempo para que a indústria possa recuperar a sua capacidade, chegar à capacidade média para começar a contratar, se aumentar a demanda”, completou o tucano.

Leia AQUI a íntegra da matéria do jornal Folha de S. Paulo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2io4yxO