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Com restrições no orçamento, Aeronáutica anuncia plano de redução de pessoal

A Aeronáutica decidiu reduzir o número de oficiais e de graduados em até 25% nos próximos 20 anos. Anunciada nesta quinta-feira (22) pelo tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, comandante da Aeronáutica, a medida resulta de restrições no orçamento da Força Aérea e de desafios tecnológicos, como destaca matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, a ação fará com que o número de militares da Aeronáutica passe de 20 mil para 14 mil. Além disso, o plano também prevê medidas administrativas como a desativação de bases aéreas.

23 de setembro de 2016

A Aeronáutica decidiu reduzir o número de oficiais e de graduados em até 25% nos próximos 20 anos. Anunciada nesta quinta-feira (22) pelo tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, comandante da Aeronáutica, a medida resulta de restrições no orçamento da Força Aérea e de desafios tecnológicos, como destaca matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, a ação fará com que o número de militares da Aeronáutica passe de 20 mil para 14 mil. Além disso, o plano também prevê medidas administrativas como a desativação de bases aéreas.

Para o deputado federal Major Rocha (PSDB-AC), que é policial militar reformado, o plano de reduzir o número de militares da Aeronáutica reflete a má gestão dos governos petistas. Para o tucano, a negligência com o setor pode interferir diretamente no controle do espaço aéreo, na segurança dos voos e na proteção das fronteiras do país.

“O orçamento das Forças Armadas foi contingenciado de tal forma que inviabilizou a permanência das Forças Armadas nos locais onde é estratégico – as nossas fronteiras, por exemplo -, o controle do nosso espaço aéreo. Isso certamente terá implicação na segurança de voo. Porque quem cuida do tráfego aéreo no Brasil, a grande maioria dos controladores [de voo] são militares”, destacou o parlamentar. “Eu acredito que isso é só mais uma ponta desse enorme iceberg de incompetência em que o PT mergulhou o Brasil”, completou Rocha.

Política Espacial

O comandante da Aeronáutica também defendeu maiores investimentos na política espacial brasileira. O tenente-brigadeiro citou o exemplo da Índia, afirmando que o país asiático investe US$ 1,1 bilhão por ano no setor. Segundo a reportagem da Folha, para efeito de comparação, o orçamento de 2016 da Agência Espacial Brasileira foi de apenas R$159 milhões. Rossato revelou que, por conta das deficiências, uma empresa de Israel cedeu imagens para monitoramento da segurança nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

O deputado Rocha criticou o descaso com a política espacial, lembrando do cancelamento do acordo feito com a Ucrânia para o lançamento de foguetes na base aérea de Alcântara durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Na avaliação do tucano, o setor foi mais um alvo da má gestão petista. “O governo tratou o programa espacial brasileiro como mais uma forma de arrecadar dinheiro, como fez com a Petrobras, com o BNDES, com os fundos de pensão”, resumiu.

Clique aqui para ler a matéria da Folha de S.Paulo.

Fonte: Site do PSDB

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