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Crise gerada no governo do PT leva gestão Temer a interromper bolsas de doutorado

Cortes realizados durante o governo na presidente afastada Dilma Rousseff em áreas essenciais, como a educação, aliados à recessão econômica imposta ao país durante sua gestão, já começaram a prejudicar estudantes brasileiros no exterior. Alunos de doutorado pleno do programa federal de intercâmbio Ciência sem Fronteiras tiveram suas bolsas interrompidas sem receber qualquer explicação do governo. A situação deixa alguns deles sem dinheiro e em situação ilegal no país em que estudam.

27 de junho de 2016

Cortes realizados durante o governo na presidente afastada Dilma Rousseff em áreas essenciais, como a educação, aliados à recessão econômica imposta ao país durante sua gestão, já começaram a prejudicar estudantes brasileiros no exterior. Alunos de doutorado pleno do programa federal de intercâmbio Ciência sem Fronteiras tiveram suas bolsas interrompidas sem receber qualquer explicação do governo. A situação deixa alguns deles sem dinheiro e em situação ilegal no país em que estudam.

As informações estão em matéria publicada nesta segunda-feira (27) pelo jornal Folha de S. Paulo. Atualmente 2.713 alunos brasileiros de doutorado com bolsa plena do governo federal estudam em outros países.

O deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG) fez críticas ao modelo atual do programa e se diz a favor de uma reavaliação do Ciência sem Fronteiras. “A forma como ele [o programa] foi concebido estava errada. Não existia dentro do Ciência sem Fronteiras nenhuma contrapartida do educando que recebia a bolsa e nem um controle de frequência. O aluno não era submetido a nenhuma avaliação quando estava lá fora e alguns não tiveram a responsabilidade devida para aproveitar esse benefício”, afirmou.

O tucano destacou que o programa foi utilizado pelo PT para atrair votos de parcela da população em época de campanha eleitoral. “No meu entendimento foi um programa utilizado para poder captar a classe média, que ficou muito entusiasmada com a novidade. Mas acho que ele não surtiu o efeito pretendido originalmente. Eu sou a favor desse tipo de programa desde que haja condicionalidade. As pessoas que vão com recurso público têm que dar o retorno para o país. O programa precisa ser reavaliado nesse sentido”, concluiu.

O Ciência sem Fronteiras foi criado em 2011 como uma das principais bandeiras do governo Dilma. O programa tinha com objetivo de enviar 101 mil estudantes para as melhores universidades do mundo. No entanto, oito em cada dez bolsistas são alunos de graduação e menos de 4% dos estudantes foram para uma das 25 melhores universidades do mundo, segundo o ranking britânico THE (Times Higher Education).

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/28ZJnOm