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Endividamento das famílias pode dificultar a recuperação da economia brasileira

O endividamento das famílias brasileiras pode dificultar a retomada da economia nacional. Os dados estão em reportagem publicada nesta segunda-feira (4) pelo jornal O Globo. De acordo com a economista Silvia Matos, da Fundação Getulio Varga (FGV), em 2005 as dívidas representavam 18,42% da renda. Hoje, corresponde a 44,3%.

4 de julho de 2016

O endividamento das famílias brasileiras pode dificultar a retomada da economia nacional. Os dados estão em reportagem publicada nesta segunda-feira (4) pelo jornal O Globo. De acordo com a economista Silvia Matos, da Fundação Getulio Varga (FGV), em 2005 as dívidas representavam 18,42% da renda. Hoje, corresponde a 44,3%.

O principal responsável por esse avanço das dívidas das famílias brasileiras, de acordo com a FGV, foi o empréstimo habitacional. Puxado por financiamento de longo prazo, as dívidas comprometem a capacidade de investir de famílias e empresas.

Já outros especialistas ouvidos pelo jornal acreditam que a mudança de governo pode trazer bons rumos para a economia. O economista chefe para América Latina do BNP Paribas, Marcelo Carvalho, acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer mais de 2% no ano que vem. Ele cita a melhora da confiança e da produção industrial para sustentar que a economia vai melhorar mais cedo e mais forte do que as previsões têm mostrado.

A média das opiniões dos especialistas é que a economia vai crescer 1%, mesmo após mais de 7% de retração. Mercado de trabalho e inflação são os fatores que jogam para baixo o ânimo dos analistas. Os problemas climáticos fazem o feijão, banana e grãos subirem, o que pode adiar o corte na taxa de juros, hoje em 14,25% ao ano.

O mercado de trabalho é atingido pelo desemprego. São mais de 11 milhões de brasileiros desocupados. A taxa está em 11,2% e as estimativas para o segundo semestre chegam a 13% da força de trabalho desempregada.

Esses fatores juntos fazem com que o consumo das famílias, que responde por 63,4% do PIB, demore a reagir. No primeiro trimestre, a queda desse setor frente ao fim do ano foi de 1,7%, mais intensa que a média do PIB, de 0,3%.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29hAhPl