Números

Funcionários e aposentados da Petrobras dividirão rombo de R$ 16,1 bilhões da Petros com estatal

O Plano Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, vai dividir um rombo de R$ 16,1 bilhões entre 76 mil empregados e aposentados da estatal a partir do ano que vem. Segundo comunicado feito pela empresa em seu site institucional, o valor total do déficit é de R$ 22,6 bilhões, muito acima do limite de tolerância fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar, como revela reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Globo.

24 de junho de 2016

O Plano Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, vai dividir um rombo de R$ 16,1 bilhões entre 76 mil empregados e aposentados da estatal a partir do ano que vem. Segundo comunicado feito pela empresa em seu site institucional, o valor total do déficit é de R$ 22,6 bilhões, muito acima do limite de tolerância fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar, como revela reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Globo.

O repasse dos custos aos beneficiados é mais uma consequência da crise econômica e do desmonte promovido na estatal ao longo de 13 anos de governos do PT, no escândalo de corrupção do “petrolão”.

Para o deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP), o equacionamento da dívida com os participantes do fundo é injusto, pois a causa do rombo vai além dos riscos previdenciários informados pela Petros. “É absolutamente injusto que os funcionários e aposentados da Petrobras paguem pelos erros dos maus gestores que liquidaram com a Petrobras, que se utilizaram dos recursos por meio de projetos, contratos superfaturados e propinas.”

A Petros já foi alvo de investigação da Operação Lava Jato após o advogado Carlos Aberto Costa, um dos auxiliares do doleiro Alberto Youssef, falar em depoimento que dirigentes do fundo receberam uma propina de R$ 500 mil. A Petrobras também admitiu perdas relacionadas a prejuízos com a Sete Brasil, onde injetou mais de R$ 1 bilhão para construção de sondas de perfuração. A empresa é também investigada pela Lava Jato.

Para Haddad, a penalidade pela corrupção nos fundos será aplicada a todos os brasileiros. “Nesses últimos anos, a má gestão somada à corrupção levaram o país a um quadro muito difícil, e quem paga a conta é a população. Mais uma vez se tenta passar para os funcionários um erro cometido pela Petrobras e sua administração, acima de tudo em função dos desvios.”

O Senado já aprovou projeto, de autoria do PSDB, que dificulta a indicação política para os dirigentes dos fundos de pensão, que foram aparelhados pelo PT no período em que o partido esteve no poder.  A Câmara vai analisar a proposta, que proíbe a participação de nomes com atividades político-partidárias nos conselhos de administração desses fundos no período de dois anos anteriores à nomeação.

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem do jornal O Globo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/28WsXZn