Números

Herança de Dilma: mais de 1,5 milhão de vagas formais fechadas em 2015

O governo da ex-presidente Dilma Rousseff conseguiu conduzir o país ao seu pior patamar em todo o histórico da evolução de empregos formais, que começou a ser registrado a partir de 1985. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015, pela primeira vez em 25 anos o saldo foi negativo: 1,51 milhão de vagas de emprego foram fechadas. A queda foi de 3,05% em relação a dezembro do ano anterior, de acordo com o Ministério do Trabalho.

17 de setembro de 2016

Brasília (DF) – O governo da ex-presidente Dilma Rousseff conseguiu conduzir o país ao seu pior patamar em todo o histórico da evolução de empregos formais, que começou a ser registrado a partir de 1985. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2015, pela primeira vez em 25 anos o saldo foi negativo: 1,51 milhão de vagas de emprego foram fechadas. A queda foi de 3,05% em relação a dezembro do ano anterior, de acordo com o Ministério do Trabalho.

As informações são de reportagem publicada neste sábado (17) pelo jornal O Globo. Os maiores afetados pelo aumento do desemprego foram os jovens. De 1,5 milhão de postos de trabalho formais fechados, 1,1 milhão era ocupado por pessoas entre 18 e 24 anos: 76,2%.

Para o coordenador geral de Estatística do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, a pesquisa mostra que o Brasil entrou em um ciclo vicioso de crise, no qual as quedas de emprego e renda são tão fortes que podem levar a recuos maiores no futuro. “O ano de 2014 era o prenúncio de que o movimento da economia enfraqueceu bastante. A surpresa é que, em 2015, o resultado foi muito negativo. A queda é vertiginosa”, disse.

Economistas explicam que os jovens sofrem mais com a recessão pois fazem parte de uma parcela da força de trabalho com menos qualificação, experiência e produtividade, além de representarem para as empresas um custo de demissão mais baixo do que empregados com mais tempo de contratação. “As empresas tendem a fazer esse ajuste nos trabalhadores em que fez um investimento menor”, afirmou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

O setor que mais puxou a queda do número de empregos, em 2015, foi a indústria de transformação, com 604 mil vagas a menos. Sete dos oito setores destacados pela Rais também apresentaram retrocesso no ano passado, incluindo o setor público. Além da diminuição nos postos de trabalho, os rendimentos médios reais dos brasileiros também caíram. A remuneração média em 2015 foi de R$2.655,60 ao mês — um recuo de 2,56% em comparação com 2014.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal O Globo.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/2cKoutx