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Herança Dilma: Banco Central prevê crescimento do crédito de apenas 1% em 2016

Com queda da atividade econômica e taxas de juros mais altas, o crédito no país deve crescer apenas 1% este ano, de acordo com projeção do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira (27). Após crescer abaixo da inflação em 2015, o estoque deve passar de 54,5% no final do ano passado para 52% neste ano, na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB).

28 de junho de 2016

Brasília (DF) – Com queda da atividade econômica e taxas de juros mais altas, o crédito no país deve crescer apenas 1% este ano, de acordo com projeção do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira (27). Após crescer abaixo da inflação em 2015, o estoque deve passar de 54,5% no final do ano passado para 52% neste ano, na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta terça (28).

Segundo a reportagem, o principal motivo para a revisão foi o desempenho do crédito nos cinco primeiros meses do ano, ainda sob o comando da presidente afastada, Dilma Rousseff, quando ficou 2,3% abaixo do verificado no mesmo período de 2015.

Na comparação mensal, o estoque encolheu por quatro meses seguidos, entre janeiro e abril. Em maio, mostrou o primeiro sinal de estabilização, um aumento de 0,1%. “Não tínhamos quatro meses de queda mensais desde o início das nossas séries. Isso foi interrompido em maio, embora observemos ainda desaceleração”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

O BC prevê que, no caso do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro e definir as taxas de juros, a expectativa agora é de queda do saldo, este ano, em 1%. A estimativa anterior era de crescimento de 2%.

O órgão cortou pela metade a estimativa de aumento do crédito nos bancos públicos, de 8% para 4%. Ou seja, o resultado ficará abaixo da inflação prevista, de cerca de 7%. De acordo com o jornal, é esperada ainda retração de 4% no estoque dos bancos privados nacionais e aumento de apenas 1% nos estrangeiros que atuam no Brasil. “Persiste um dinamismo baixo da atividade econômica, e isso contribui para esse desempenho”, afirmou Maciel.

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Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/29atCrd