Números

Mesmo em dificuldades, estatais sob comando do PT fizeram 56 mil novas contratações de 2010 a 2014

Apesar da dificuldade financeira vivida pelas estatais federais brasileiras, o número de funcionários dessas empresas cresceu consideravelmente durante a era PT. Segundo dados atualizados do governo, entre 2010 a 2014 o número total de contratados teve um acréscimo de 11,2%, o que representa 55.836 novas contratações. Levando em consideração as estatais que dependem exclusivamente do Tesouro Nacional, como a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a alta foi de 48,4% no período.

27 de junho de 2016

Brasília (DF) – Apesar da dificuldade financeira vivida pelas estatais federais brasileiras, o número de funcionários dessas empresas cresceu consideravelmente durante a era PT. Segundo dados atualizados do governo, entre 2010 a 2014 o número total de contratados teve um acréscimo de 11,2%, o que representa 55.836 novas contratações. Levando em consideração as estatais que dependem exclusivamente do Tesouro Nacional, como a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a alta foi de 48,4% no período.

O jornal O Globo desta segunda-feira (27) destaca que, de 2006 a 2014, o volume de servidores nas estatais aumentou 30%, e o das dependentes do Tesouro, 75%. No entanto, enquanto o número de funcionários disparou, o volume de investimentos das estatais federais caiu ao menor nível desde 2006 no primeiro quadrimestre deste ano.

Para o deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE), o cenário é o retrato do prejuízo causado pelo governo do PT à gestão pública brasileira. “Eles confundem a estatal e os órgãos públicos com um aparelho, um instrumento para contemplar aliados. O resultado é que se perde em termos de qualidade, porque o viés é meramente político; e eficiência, porque deixa de se investir num resultado de cada estatal em sua própria área”, afirmou.

O tucano cita a Petrobras como um exemplo de que a contradição entre a elevação de gastos com pessoal e a redução da despesa com investimentos afeta o resultado. “Muitos dirigentes foram indicados apenas por serem aliados partidários, sem se preocupar com a competência, causando um grande inchaço na Petrobras. Estamos acompanhando um verdadeiro desmonte de várias estatais e o prejuízo é pago pelo povo brasileiro. É a moldura do que foi o governo do PT durante esses anos todos”, completou.

Entre as distorções no setor está a Agência Brasileira Gestora de Fundos de Garantidores e Garantias (ABGF), criada em 2012 e com quase 96 funcionários. A estatal foi fundada com o objetivo principal de gerir um novo fundo garantidor de concessões de infraestrutura que, no entanto, nunca foi lançado.

Lei das Estatais

Segundo o parlamentar, com a aprovação da Lei das Estatais, ocorrida na última terça (21),o governo do presidente em exercício, Michel Temer, tentará reerguer essas empresas, fazendo com que elas possam cumprir seu papel estratégico dentro da gestão governamental. “Nesse sentido, a lei de governança das estatais, que foi uma ideia do PSDB, será essencial porque ela poderá dar eficácia às empresas públicas, gerando resultado ao sócio principal, que é o povo brasileiro, e garantindo que o governo possa também cumprir com suas obrigações em cada área de atuação”, concluiu.

Ainda de acordo com a reportagem, em termos agregados, o prejuízo das empresas públicas brasileiras, no ano passado, beirou os R$ 60 bilhões, com os resultados negativos de gigantes como Petrobras, Eletrobras, Correios e Infraero. Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado neste mês, as empresas públicas responderam por um déficit primário nas contas públicas de R$ 1,7 bilhão no ano passado.

Fonte: Site do PSDB

Link para ler no original: http://bit.ly/291glPl